Bombardeio mata líder do Talebã no Paquistão

Um ataque aéreo, supostamente do Exército americano, causou a morte de 20 pessoas no noroeste do Paquistão, entre elas um líder local do Talebã, segundo testemunhas e a autoridades. Mohammad Omar, que lutou com o Talebã no fim dos anos 90, estava entre os mortos quando o míssil, que teria sido lançado por um avião americano não tripulado, atingiu sua casa no sul do Waziristão.

BBC Brasil |

Nas últimas semanas, as forças americanas vêm lançando ataques contra supostos militantes na região da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. Só no mês passado, cerca de 100 pessoas já morreram nos bombardeios atribuídos aos americanos na região.

Mohammad Omar, que lutou no Afeganistão, era um aliado próximo do comandante Talebã Nek Mohammed, morto em um suposto ataque americano na mesma área, quatro anos atrás.

Segundo testemunhas, o bombardeio destruiu totalmente a casa de Omar e danificou duas residências vizinhas.

Os Estados Unidos não fizeram qualquer comentário.

Pânico
Testemunhas disseram que houve pânico e os vizinhos correram para a casa para ajudar os moradores. Autoridades locais confirmaram que pelo menos 20 corpos foram encontrados sob os escombros. Outras duas pessoas teriam ficado feridas.

O ataque ocorreu três dias depois de um bombardeio na região de Dande Darpakhel, no Waziristão do Norte, ter matado sete estudantes de uma escola religiosa.

Há mais de um mês, tropas americanas conduziram operações na região de Musa Nikah, no Waziristão do Sul, causando a morte de 15 pessoas.

O governo americano - que raramente nega ou confirma esses bombardeios - afirma que os ataques são contra alvos militantes, mas segundo a imprensa, erros de informações já levaram à morte de civis.

As tensões entre os Estados Unidos e o Paquistão aumentaram por causa das ações de tropas americanas baseadas no Afeganistão contra militantes do outro lado da fronteira.

O presidente paquistanês Asif Ali Zardari disse que não vai tolerar violações ao território de seu país.

O Departamento de Estado americano já afirmou "seu apoio à soberania, independência, unidade e integridade territorial paquistanesa".

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