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Bombardeio mata 12 guerriheiros das Farc

O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, afirmou nesta quarta-feira que doze guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram mortos durante um bombardeio realizado pelo Exército contra um acampamento rebelde no departamento (estado) de Caquetá, sul do país. Silva classificou a operação como uma ofensiva contra a infraestrutura do grupo guerrilheiro.

BBC Brasil |

Por enquanto, o Exército disse não saber se haviam líderes do grupo no acampamento no momento do bombardeio.

"O resultado premilinar é de 12 baixas, a destruição de um acampamento de coordenação terrorista (...) e bons resultados do ponto de vista operacional", afirmou o ministro à imprensa local.

De acordo com o governo, os rebeldes mortos pertenciam à coluna móvel da frente "Teófilo Forero" que atuava no município de Puerto Rico, em Caquetá.

Silva disse que a frente Teófilo Forero é o grupo "mais criminoso" e "mais violento" no interior da guerrilha e comemorou o sucesso da ofensiva.

Em outra operação militar, na terça-feira, foram mortos pelo menos três guerrilheiros que pertenciam ao cordão de segurança do líder das Farc, Alfonso Cano, no departamento (estado) de Tolima, região central da Colômbia.

No último domingo, o cerco militar das Forças Armadas contra a guerrilha deixou quatro indígenas feridos, entre eles uma criança, durante uma operação contra um suposto acampamento rebelde em Antioquia, nordeste colombiano.

Grupos paramilitares
A ofensiva militar contra as Farc é anunciada ao mesmo tempo que a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) afirma, em seu novo relatório, que grupos paramilitares continuam atuando na Colômbia e que membros do governo atuam com "tolerância" frente ao surgimento desses novos grupos.

Segundo o documento titulado Herdeiro dos Paramilitares, apresentado nesta quarta-feira, em Bogotá, os novos grupos paramilitares estão integrados por um exército de 10 mil pessoas e atuam em 24 dos 32 departamentos da Colômbia.

"[Os grupos] cometem habitualmente massacres, execuções, despejos forçados e geram um clima de ameaça nas comunidades que estão sob sua influência", afirmou José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da HRW.

Vivanco afirmou ter sido uma "fraude" o desarmamento dos paramilitares de ultradireita organizados nas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Segundo a HRW, quase todos os chefes paramilitares que hoje atuam eram líderes médios das AUC. "Estão ativos nas mesmas zonas em que operavam seus antecessores e atuam de forma muito similar", disse Vivanco.

Criados em 1980 com o financiamento de latifundiários e líderes de direita, sob o argumento de combater as guerrilhas de esquerda, os grupos paramilitares (AUC) são responsabilizados por milhares de assassinatos e de outros crimes relacionados ao narcotráfico.

Em 2004, em um pacto com o governo, esses grupos aceitaram a desmobilização em troca da diminuição de pena e prisão especial para seus chefes, muitos dos quais foram extraditados para os Estados Unidos.

O ministro de Defesa colombiano, por sua vez, criticou o relatório da HRW, e classificou o documento de "mentiroso".

"Não tem informação, são especulações, são generalidades que quando confrontamos com os fatos nunca são capazes de demonstrá-los. É uma mentira", afirmou Gabriel Silva.

A HRW pediu ao governo do presidente Álvaro Uribe "enfrentar" os paramilitares e proteger a população e a sociedade civil.

"Acreditamos que há uma atitude passiva e um discurso dirigido a minimizar a importância deste problema", afirmou Vivanco.

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