Bombardeio americano mata líder da Al-Qaeda na Somália

Pelo menos 10 pessoas, entre elas um líder militar da Al-Qaeda e outro chefe islamita somali, morreram nesta quinta-feira em um bombardeio aéreo americano, confirmado pelo Pentágono.

AFP |

"Aviões de combate americanos nos atacaram no distrito de Dhusamareb", 450 km ao norte de Mogadíscio, disse à AFP o porta-voz dos islamitas somalis, Sheikh Mujtar Robow.

"Dois homens, Moaliam Aden Hashi Ayro e Sheikh Muhyadin Omar, eram membros dos combatentes islamitas", acrescentou o porta-voz em referência às vítimas e seu grupo, Al-Shabaab.

Ayro, 30 anos, era considerado pelo governo da Somália o líder da Al-Qaeda no país. Ele recebeu treinamento no Afeganistão nos anos 90 e comandava um centro secreto em território somali

O Pentágono confirmou o ataque contra um líder militar da Al-Qaeda na Somália, mas se recusou a revelar seu nome.

"O Comando Central americano executou um ataque contra um conhecido alvo e líder da milícia da Al-Qaeda na Somália", disse o porta-voz do Comando Central do Departamento de Defesa, o tenente Joe Holstead.

"Até analisarmos o ataque, não queremos revelar nenhuma informação", acrescentou.

O bombardeio aconteceu sobre uma casa de Dhusamareb, na região de Galgudud, centro da Somália.

Mais cedo, o ministro etíope da Informação, Berhane Hailu, saudara o sucesso da operação e havia sido enfático: "Este ataque foi realizado totalmente pelos americanos".

"Ainda estamos retirando os escombros. A casa foi totalmente destruída. Retiramos 10 corpos, incluindo o de Ayro", declarou à AFP um morador da região, Abshir Moalim Ali.

Ayro havia sobrevivido a um ataque americano no sul da Somália em janeiro de 2007, que também teve como alvo insurgentes envolvidos nos atentados da Al-Qaeda contra as embaixadas dos Estados Unidos no Quênia e na Tanzânia em 1998 e um hotel de Mombasa (leste do Quênia) em 2002.

Seu nome sempre foi relacionado aos ataques contra trabalhadores humanitários estrangeiros na região.

O Exército da Etiópia, que apóia o governo de transição somali desde o início de 2007 e expulsou do centro e sul da Somália, incluindo Mogadíscio, os militantes islâmicos que controlavam estas regiões, saudou o bombardeio americano.

Esta já havia sido mais uma confirmação do envolvimento dos Estados Unidos na ação contra uma base islamita na Somália.

As tropas etíopes, somalis e da União Africana (UA) são alvos da insurreição islamitas, com ataques quase diários.

Caso seja confirmado oficialmente o envolvimento de Washington no bombardeio noturno, este seria o quarto desde 2007 na luta contra o terrorismo.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, incluiu em fevereiro o Al-Shabaab na lista dos Estados Unidos de organizações terroristas por suas ligações com a Al-Qaeda.

Os Estados Unidos têm em Djibuti, a poucos quilômetros da Somália, sua única base militar na África. Esta é o pilar de sua luta antiterrorista no Chifre da África.

A Somália está em guerra civil desde 1991, depois da queda do presidente Mohamed Siad Barre.

nur-amu/fp

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