Bombardeio americano mata civis no Afeganistão

Cabul, 5 nov (EFE).- Um número ainda indeterminado de civis morreu, e outros se feriram, em um bombardeio do Exército americano na segunda-feira em Kandahar, província no sul do Afeganistão, informou hoje à agência Efe uma fonte oficial.

EFE |

"Vários civis morreram ou ficaram feridos em um bombardeio das forças estrangeiras no distrito de Shah Wali Kot, mas não sabemos quantos", disse à Efe o chefe do Conselho provincial de Kandahar, Wali Karzai.

Karzai, irmão do presidente afegão, Hamid Karzai, precisou que o bombardeio aconteceu após um ataque insurgente contra as tropas afegãs e estrangeiras no povoado de Wech Baghtu.

Em comunicado, o Exército americano no Afeganistão reconheceu que iniciou uma investigação para determinar se "produziu baixas a não-combatentes na região".

"Enviamos pessoal da coalizão ao terreno para comprovar qual é a situação e tomar as ações apropriadas", disse um porta-voz das forças lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão, Jeff Bender.

Bender pediu desculpas e ofereceu suas condolências às famílias e o povo afegão "no qual caso que gente inocente tenha morrido na operação", de circunstâncias ainda "confusas", disse.

Os fatos foram confirmados por um porta-voz talibã, Mohammed Yousuf Ahmadi, que afirmou à Efe que 35 civis morreram, incluindo mulheres e crianças, e que outros 15 ficaram feridos em bombardeios das forças aéreas americanas em Shah Wali Kot.

Ahmadi disse que a luta começou quando suas milícias cortaram a estrada entre as províncias de Kandahar e Uruzgan, e que os insurgentes mataram 13 soldados e feriram diversos mais.

Segundo o porta-voz talibã, somente um insurgente morreu e outros três ficaram feridos durante os combates, que terminaram hoje de manhã .

As baixas civis são uma das grandes preocupações do presidente afegão, que voltou a reivindicar hoje aos Estados Unidos que as evite quando execute operações militares.

No Afeganistão morreram este ano cerca de 1.500 civis vítimas da violência, segundo dados da Acnur.

Os EUA comandam no Afeganistão uma coalizão que cumpre a missão antiterrorista "Liberdade Duradoura" e conta com a maioria de soldados americanos (em torno de 15 mil).

Além disso, a Otan mantém 48 mil integrantes da Força de Assistência para a Segurança (Isaf), sendo 18 mil deles norte-americanos, que têm mandato da ONU. EFE lo-daa/jp

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