Bomba mata ao menos 20 pessoas no Paquistão

PESHAWAR, Paquistão (Reuters) - A explosão de uma bomba sexta-feira na cidade de Peshawar, no Paquistão, matou ao menos 20 pessoas e feriu outras, de acordo com a polícia e autoridades governamentais da província. A explosão ocorreu perto de uma assembléia xiita numa movimentada parte da cidade. Um prédio desabou em chamas e outros seis ficaram bastante danificados e com focos de incêndio.

Reuters |

"Foi uma bomba. O número de mortes é muito alto. As pessoas ainda estão presas sob os destroços", disse a autoridade policial Kashif Alam.

Khizar Hayat, médico-chefe do principal hospital do governo na cidade, disse que pelo menos 20 pessoas morreram e 50 ficaram feridas, 20 delas em estado grave.

Testemunhas afirmaram que a explosão parece ter sido causada por um carro-bomba. A explosão derrubou postes da rua e funcionários de resgate tiveram seu trabalho dificultado por uma multidão furiosa.

Uma testemunha da Reuters viu três corpos sendo retirados dos destroços.

O chefe policial da Província da Fronteira Noroeste, Malik Naveed Khan, disse que a bomba continha entre 20 e 25 quilos de explosivos.

Grupos militantes sunitas executaram diversos ataques armados e com bombas contra a seita minoritária xiita nas últimas semanas, à medida que a violência sectária se intensificou no noroeste.

Um pouco mais cedo, na sexta-feira, um ataque suicida com carro-bomba matara seis pessoas. Aparentemente os xiitas foram alvo do ataque na região de Orkzai, região tribal da etnia pashtun, também no noroeste do Paquistão.

O militante se aproximava de uma reunião de conselho tribal, ou jirga, convocada pelos xiitas para resolver uma disputa com os sunitas, que formam a maioria dos muçulmanos do país.

"O agressor tentou entrar com o carro no mercado do bairro xiita onde ocorria a reunião, mas explodiu o carro quando a polícia tentou pará-lo num posto de fiscalização", disse uma autoridade da agência de inteligência, que não quis ser identificada.

Um funcionário do governo afirmou que sete pessoas morreram no ataque em Kalaya, a principal cidade de Orakzai. O morador Mohammad Hanif, entretanto, disse ter visto seis corpos no local.

"Alguns eram policiais", disse Hanif por telefone.

A violência sectária aumentou no noroeste do Paquistão ao longo do ano passado, em sua maior parte na região de Kurran, na fronteira com o Afeganistão.

Especialistas em segurança dizem que militantes da Al Qaeda e do Taliban, que são sunitas e contrários aos xiitas, alimentaram as divisões sectárias à medida que aumentaram sua influência pelo noroeste.

(Reportagem de Kamran Haider e Zeeshan Haider)

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