Por Tim Cocks e Muhanad Mohammed BAGDÁ (Reuters) - Um carro-bomba na cidade do norte do Iraque Kirkuk matou ao menos 30 pessoas nesta terça-feira, logo após as tropas norte-americanas terem entregado o controle total das cidades iraquianas para as forças de segurança locais, seis anos depois da invasão.

A bomba, que feriu ao menos 60 pessoas, explodiu em um movimentado mercado em uma região de maioria curda de Kirkuk, ao norte do país, uma cidade vista como um local de potencial conflito entre os xiitas e os curdos. A polícia disse que o número de mortos pode aumentar.

A saída dos Estados Unidos de cidades iraquianas é o primeiro passo para uma retirada completa dos militares norte-americano até 2012, acertada em um pacto bilateral de segurança.

Alguns moradores temem que o recuo deixe os militantes livres para atacar, mas muitos iraquianos celebraram o feriado que o governo declarou "Dia Nacional da Soberania", mais de seis anos após a invasão que derrubou Saddam Hussein.

Cidadãos e soldados iraquianos foram às ruas de Bagdá em veículos decorados com flores e bandeiras iraquianas para comemorar. Nos muros de concreto que protegem a cidade, mensagens diziam "Iraque: minha nação, minha glória, minha honra".

"Este dia, que consideramos uma celebração nacional, é uma conquista de todos os iraquianos", disse o primeiro-ministro do país, Nuri al-Maliki, em um discurso à televisão.

"Nossa soberania incompleta e a presença de tropas estrangeiras é o mais sério legado que nós herdamos (de Saddam Hussein). Aqueles que pensam que os iraquianos são incapazes de defender seu país estão cometendo um erro fatal."

Em outra lembrança sangrenta da guerra iniciado após a invasão dos Estados Unidos em 2003, o Exército norte-americano informou que quatro soldados dos EUA fixados em Bagdá morreram em combate na segunda-feira. Eles não forneceram mais detalhes.

Até a meia-noite desta terça-feira, todas as unidades de combate norte-americanas devem deixar os centros urbanos do Iraque e se transferirem às bases rurais, de acordo com um pacto bilateral de segurança que exige que todas as tropas dos Estados Unidos deixem o país até o fim de 2011.

(Reportagem adicional de Sherko Raouf)

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