Bomba em ponto de ônibus mata 18, incluindo soldados, no Líbano

TRIPOLI - Uma bomba matou pelo menos 18 pessoas, incluindo dez soldados, no momento em que eles entravam em um ônibus na cidade de Tripoli, ao norte do Líbano, nesta quarta-feira, informaram fontes de segurança.

Redação com agências internacionais |

A bomba, que feriu pelo menos 45 pessoas, foi o pior ataque contra o Exército desde a batalha ao norte do país contra militantes islâmicos pró-Al-Qaeda no ano passado.

Uma bolsa foi colocada no ponto de ônibus onde soldados geralmente ficam, informou o Exército em um comunicado.


Alvo do atentado eram os militares, diz polícia / AP

Funcionários da Cruz Vermelha transportaram feridos do local da explosão. O chão estava sujo de sangue e coberto por estilhaços de vidro, mostraram imagens de TV.

Ninguém reivindicou a responsabilidade pelo ataque na segunda maior cidade libanesa, que tem sido cenário de batalhas entre forças de segurança e militantes islamistas, além da violência sectária ligada a problemas políticos do país.

O presidente Michel Suleiman, que foi chefe das Forças Armadas até sua eleição em maio, descreveu a bomba como um ataque terrorista.

Suleiman liderou o Exército por 15 semanas de combates no ano passado contra o grupo Fatah al-Islam, pró-Al Qaeda, que tinha base no campo de refugiados de palestinos perto de Tripoli.

O Exército perdeu 170 soldados enquanto tentava encerrar a insurreição no campo de Nahr al-Bared.


Mapa do Líbano

Diplomacia

O atentado em Trípoli aconteceu horas antes de uma conferência sírio-libanesa em Damasco, onde o presidente Michel Suleiman, ex-comandante do Exército, se encontrará com o seu colega sírio, Bashar al-Assad.

O encontro tem como objetivo iniciar as conversas oficiais para que os dois países estabeleçam relações diplomáticas e abertura mútua de embaixadas pela primeira vez desde a independência do mandato francês.

O atentado também acontece um dia após a aprovação, pelo parlamento libanês, do novo governo de união nacional do primeiro-ministro, Fouad Siniora.

Na terça-feira, os parlamentares aprovaram o voto de confiança ao novo gabinete, que contará com a participação do Hezbollah e seus aliados com poder de veto.

O novo governo é instaurado depois de 18 meses de crise política entre as facções rivais que quase levaram o país para uma nova guerra civil. Os dois lados acabaram chegando a um acordo mediado pelo governo do Catar.

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Com Reuters e AFP

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