Bomba em hospital mata pelo menos oito no Paquistão

Pelo menos oito pessoas morreram e várias ficaram feridas em um ataque a bomba em um hospital no Paquistão. O incidente ocorreu na cidade de Dera Ismail Khan, no noroeste do país, que nos últimos anos é palco de violência entre muçulmanos xiitas e sunitas.

BBC Brasil |

Há especulações de que este tenha sido um ataque contra xiitas, disse o correspondente da BBC em Islamabad Charles Haviland.

Relatos dão conta de que até 20 pessoas tenham morrido na explosão, que ocorreu no momento em que um grupo de pessoas se reunia em frente ao prédio para protestar contra o assassinato de um dos membros da comunidade.

O ataque se realiza um dia depois da renúncia de Pervez Musharraf da Presidência do Paquistão, e é uma espécie de lembrete de que os novos governantes do país têm pela frente um problema de militância a enfrentar, observou o correspondente da BBC.

Serviços de inteligência americanos dizem que é das áreas tribais paquistanesas que militantes do Talebã saem para lutar no vizinho Afeganistão.

Nesta terça-feira, na área de Bajaur, próxima da fronteira afegã, enfrentamentos entre militares paquistaneses e insurgentes resultaram em pelo menos 19 mortos, incluindo 14 militantes.

Sucessão
Para o correspondente da BBC, os ataques contra o Talebã no Paquistão devem continuar mesmo com o novo governo que sucederá Musharraf.

As opções estão sendo discutidas por líderes da coalizão de governo. Mas os dois principais partidos da base não chegaram a um consenso sobre o sucessor.

Correspondentes dizem que as discussões de hoje devem girar sobre a possibilidade de reintegrar ou não os juízes exonerados por Musharraf há um ano.

Eles também precisam decidir se o ex-presidente será ou não processado por ter violado a Constituição.

Musharraf, ex-comandante do Exército e aliado-chave dos Estados Unidos na chamada guerra contra o terror, chegou ao poder através de um golpe de Estado sem violência em 1999.

No ano passado, ele foi forçado a deixar o controle das Forças Armadas. Sua imagem pública ficou prejudicada depois que ele demitiu quase 60 juízes para evitar que declarassem inválida sua reeleição como presidente.

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