Bomba da ETA falhou, por isso não causou vítimas em Madri

MADRI - A bomba colocada pela organização terrorista ETA em uma caminhonete nesta segunda-feira em Madri explodiu apenas parcialmente, disseram policiais, o que impediu que ela causasse o efeito esperado, não causando vítimas, somente danos materiais.

EFE |

A explosão causou uma cratera de três metros de diâmetro por um metro de profundidade no chão, além de danos materiais em pelo menos 30 veículos estacionados no local, em uma ponte e na estrutura exterior de um edifício.

Apesar dos destroços, policiais informaram que a carga só explodiu parcialmente, já que uma parte da mesma se queimou e não aumentou o efeito devastador esperado pelos terroristas.


Bomba explodiu em centro comercial de Madri / AP

A caminhonete-bomba foi colocada em uma região denominada Campo de las Naciones, onde costuma haver grandes feiras internacionais, sendo a próxima dedicada ao mundo da arte (Arco), a partir de quarta-feira.

O veículo foi deixado junto ao edifício da companhia construtora Ferrovial-Agromán, que participa com outras empresas no traçado da linha de ferrovia do Trem de Alta velocidade (AVE) pelo País Basco, região do norte que o ETA tenta separar da Espanha há 50 anos, usando métodos terroristas para isso pelo menos desde 1968.

Partidos vetados na eleição

A explosão da caminhonete-bomba aconteceu poucas horas após a Corte Suprema espanhola anular as listas eleitorais de dois partidos bascos ao considerá-las utilizadas pela ETA para concorrer às eleições regionais de 1º de março.

A Suprema Corte impugnou por unanimidade as candidaturas do partido Askatasuna e da recém criada plataforma Demokrazia 3 Milioi (D3M), ao vê-los como herdeiras do ilegalizado Batasuna, braço político da ETA.

O ministro espanhol do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou após o atentado que, ao cometê-lo, o ETA confirma o acerto na decisão da Suprema Corte.

A explosão do carro-bomba de hoje é o primeiro atentado que o ETA comete em Madri desde 30 de dezembro de 2006 no Terminal Quatro (T-4) do aeroporto de Barajas, no qual morreram dois imigrantes equatorianos e que foi a ruptura do cessar-fogo que a organização declarara meses antes.

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