Bolsas recuam na Europa e Ásia após anúncio de Obama

As principais bolsas de ações nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa despencaram no primeiro pregão após o anúncio do presidente americano Barack Obama de novas medidas para limitar os riscos assumidos pelos bancos. Em Londres, as bolsa operava em baixa de 2,2% pela manhã.

BBC Brasil |

As ações do Barclays, um dos principais bancos do país, registravam queda de 3.5%.

Em Frankfurt e Paris, as bolsas abriram em quedas de até 0,7%.

O movimento de queda segue a tendência verificada na Ásia e em Wall Street.

O índice Nikkei da bolsa de Tóquio retraiu 2,6%, o nível mais baixo em três semanas, praticamente anulando os ganhos desde o início do ano.

Já a bolsa de Xangai caiu 1%, somando uma queda em 2010 de 4,5%.

Para cada ação cuja cotação teve alta na Ásia, oito sofreram queda.

Em Nova York, a bolsa fechou em baixa na quinta-feira, poucas horas após o anúncio de Obama. O índice Dow Jones caiu 2%, seu pior recuo desde outubro.

As cotações dos bancos foram as mais afetadas.

O Goldman Sachs viu suas ações caíram mais de 4%, apesar de a instituição ter anunciado no mesmo dia um lucro de US$ 4,95 bilhões no quarto trimestre de 2009, resultado acima do esperado pelo mercado.

As ações do Bank of America e do JP Morgan Chase também retraíram: 6,2% e 6,6% respectivamente.

Medidas de Obama

"O sistema financeiro está mais forte hoje do que um ano atrás, mas ainda opera com as mesmas regras que levaram ao colapso", disse Obama em defesa das novas medidas.

O presidente propôs regras que impedirão os bancos de usarem seu próprio dinheiro em transações arriscadas, como por exemplo, investir em fundos de hedge. As instituições poderão usar apenas os recursos de seus clientes.

Na semana passada, Obama já havia proposto uma nova taxação aos bancos para recuperar os US$ 117 bilhões que o governo investiu nas instituições financeiras para salvá-las da crise.

O presidente reconheceu que há um forte lobby tentando bloquear as mudanças, mas disse que seu governo vai transformar essas propostas em lei.

"Se essas pessoas querem uma briga, estou pronto para brigar", disse.

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