Bolsas europeias recuam diante de alerta da Moody´s sobre Portugal

SÃO PAULO - As bolsas europeias fecharam novamente em baixa nesta quarta-feira diante do alerta da Moody´s de um possível rebaixamento da nota soberana de Portugal em dois degraus. Entre os principais mercados, o alemão DAX caiu 0,81%, para 5.958 pontos; o francês CAC-40 recuou 1,44%, para 3.

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636 pontos; e o inglês FTSE-100 fechou em baixa de 1,28%, aps 5.342 pontos. Em Portugal, o PSI 20 perdeu 1,52%, aos 6.990 pontos, e na Espanha o Ibex 35 caiu 2,27%, para 9.635 pontos. A Moody´s colocou a nota de crédito Aa2 de Portugal sob revisão para possível rebaixamento. Segundo a agência de classificação de risco, o rating pode cair em até dois degraus. A revisão da nota, que está em perspectiva negativa desde outubro de 2009, deve ser concluída em um prazo de três meses. A Moody´s destacou a recente deterioração das finanças públicas de Portugal assim como os desafios para o crescimento da economia no longo prazo. O mercado também continuou atento à Grécia, que enfrentou hoje uma greve geral. Os transportes do país praticamente pararam. Trabalhadores, pensionistas e aposentados marcharam até o Parlamento contra as medidas do governo para tentar colocar em dia as finanças públicas. Para receber a ajuda de mais de 100 bilhões de euros de líderes europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI), a administração da Grécia se comprometeu a realizar mais ações de aperto fiscal. Além de aumentar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), o governo vai congelar salários e aposentadorias do setor público por três anos, entre outras iniciativas. O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn compreende a revolta da população grega, mas disse que " eles devem entender que os europeus e o FMI foram lá para ajudá-los, a pedido do governo deles " . Questionado sobre a existência de um risco de contágio da crise grega na Europa, ele comentou que " sempre há riscos " , mas disse que o plano grego foi dimensionado para evitar uma contaminação. A chanceler alemã Angela Merkel pediu nesta quarta-feira a congressistas alemães que aprovem rapidamente a parcela do auxílio do país à Grécia, de 22,4 bilhões de euros (US$ 29,3 bilhões). Entre os destaques corporativos do dia, as ações da Anheuser-Busch InBev, que controla a AmBev no Brasil, subiram 2,3% na Bolsa da Bélgica, mesmo após o lucro ter caído 34%, para US$ 475 milhões. O setor bancário voltou a liderar as baixas, refletindo a preocupação dos investidores com a saúde das finanças no continente. O espanhol BBVA caiu 3,6%, o francês Credit Agrícola perdeu 2,4% e o grego Piraeus Bank recuou 2,7%. Societe Generale registrou baixa de 0,8%, mesmo após apresentar lucro de 1,06 bilhão de euros, revertendo a perda de 278 milhões de euros de igual período de 2009. (Téo Takar | Valor com agências internacionais)

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