Bolsas da Ásia reagem com alta a plano de estímulo chinês

As bolsas da Ásia reagiram com alta depois que o premiê chinês Wen Jiabao anunciou os detalhes do plano de estímulo à economia do país de US$ 586 bilhões, e previu um crescimento de 8% para a China em 2009. A bolsa de Xangai fechou em alta de 1.

BBC Brasil |

0% nesta quinta-feira. Na quarta-feira, Xangai fechou em alta de 6,1% na quarta-feira,
O índice Nikkei, do Japão, encerrou em alta de 2% nesta quinta, a primeira vez que fechou em alta por dois dias seguidos desde janeiro.

No entanto, a tendência de alta não se repetiu em toda a Ásia. O índice Hang Seng de Hong Kong fechou com queda de 1.0%. O Sensex de Mumbai, Índia, fechou em baixa de 2.3%.

Esta tendência de queda se repetiu na manhã desta quinta-feira na Europa - em Londres, Frankfurt e Paris.

No discurso de inauguração da legislatura de 2009 da Assembleia Popular da China, o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou que a crise econômica gerou um cenário de "incertezas", mas que tem confiança de que estas dificuldades poderão ser superadas.

"A crise econômica global ainda está se expandindo, ainda não vimos o pior dela. A demanda global continua a se contrair. O ambiente econômico externo da China está ficando mais sério. Há crescentes elementos de incertezas", disse o premiê chinês.

Mesmo com tantas incertezas para 2009, Jiabao previu crescimento de 8% para o país e a criação de 9 milhões de empregos. Jiabao também deu mais detalhes do plano de US$ 586 bilhões de estímulo à economia anunciado pelo governo chinês em novembro de 2008.

Entre as medidas estão estratégias para estimular o consumo interno, como o aumento de salários, o estímulo à compra de automóveis e subsídios para agricultores.

O premiê ainda afirmou que pretende estabilizar o mercado imobiliário, facilitando o acesso a moradias para os chineses de baixa renda.

Mas, ao contrário das expectativas, o governo chinês parece não estar prevendo gastos para estimular a economia além dos já anunciados em novembro.

O primeiro-ministro ainda afirmou que os investimentos para amortecer os impactos da crise farão com que o déficit fiscal chinês seja de US$ 139 bilhões em 2009, o maior em 60 anos.

O otimismo nas bolsas de Xangai e do Japão, não se refletiu na Europa na manhã desta quinta-feira. Em Frankfurt, o índice Dax registrou perdas de 2.16%.

O índice Cac 40 da bolsa de Paris tinha um recuo de 1.87% na manhã de quinta-feira. E o FTSE da bolsa de Londres tinha a maior queda, 2.35%.

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