Bolsas da Ásia e Europa recuam depois de forte alta

As bolsas da Europa e da Ásia recuaram nesta quarta-feira depois de dois dias de fortes altas, impulsionadas pelas medidas anticrise tomadas pelos governos dos Estados Unidos e dos países europeus. Na Europa, os índices FTSE 100, da Bolsa de Valores de Londres, e Cac 40, da bolsa de Paris, registraram quedas em torno dos 1,5% pouco depois da abertura dos pregões.

BBC Brasil |

Na Ásia, o índice Nikkei, da bolsa de Tóquio recuou em média 1,4% durante as operações, um dia depois de um ganho histórico de 14%.

As bolsas na Índia, Austrália e Hong Kong seguiram o recuo observado em Tóquio e operam em leve alta. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,9%, enquanto na Índia as bolsas abriram o pregão com perda de mais de 2%.

Os investidores temem que as ações dos governos para fortalecer o sistema financeiro não sejam suficientes para evitar uma recessão a nível global.

Os países do sudeste asiático, além do Japão, China e Coréia do Sul, fecharam um acordo para a criação de um fundo bilionário para pagar as dívidas e apoiar os bancos.

Segundo alguns analistas, a recuperação provocada pelo anúncio das medidas no início da semana já acabou e o temor de uma recessão continua presente.

A alta registrada na segunda-feira no mercado asiático foi reflexo de uma série de medidas anunciadas pelos governos americano e europeu para recapitalizar os bancos e garantir empréstimos para incentivar o mercado de crédito.

Governos ao redor do mundo colocaram à disposição de cerca de US$ 3 trilhões como parte dos esforços para conter a crise financeira.

EUA
A movimentação das bolsas asiáticas segue uma tendência observada em Wall Street na terça-feira. Em Nova York, as bolsas fecharam o pregão com recuo em relação às altas da segunda-feira.

O índice Dow Jones encerrou o dia em baixa de 0,82%, refletindo a preocupação dos investidores sobre a situação do cenário econômico mundial.

A expectativa é que os corretores em Wall Street continuem nervosos nas próximas semanas por causa da preocupação de uma possível recessão.

Na terça-feira, o governo americano anunciou que seu déficit orçamentário teria atingido US$455 bilhões - o que representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e foi o maior já registrado nos EUA.

Segundo o secretário do Tesouro, Henry Paulson, o valor reflete os problemas no mercado imobiliário e a desaceleração do crescimento econômico.

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