Bolsa de Nova York fecha ao menor nível desde abril de 1997

As bolsas de valores em todo o mundo sofreram um dia de fortes quedas nesta segunda-feira, ocasionadas principalmente pelas notícias de um prejuízo histórico de quase US$ 62 bilhões da companhia de seguros AIG e por temores sobre a saúde do banco HSBC. Em Nova York, o índice Dow Jones terminou o dia com um recuo de 4,24%, fechando abaixo dos 7 mil pontos pela primeira vez desde 1997.

BBC Brasil |

O Dow terminou a segunda-feira com 6.763 pontos, o pior resultado desde abril de 1997.

Já o índice mais amplo da bolsa de Nova York, Standard & Poor's 500, terminou o dia em baixa de 4,7%, com 701 pontos, chegando a cair durante o pregão abaixo dos 700 pontos pela primeira vez desde outubro de 1996.

Seguindo a tendência das bolsas americanas, o índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, registrou recuo de 5,09%, fechando aos 36.234 pontos.

Também nesta segunda-feira, o banco HSBC anunciou uma queda de 62% de seu lucro líquido em 2008 em relação ao ano anterior e a demissão de 6.100 funcionários nos EUA. O banco também afirmou que precisa de uma recapitalização da ordem de US$ 17 bilhões via emissão de ações.

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As notícias sobre o HSBC aumentaram os temores sobre a saúde do sistema financeiro internacional, o que também ajudou a derrubar as bolsas americanas e europeias.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 5,3%. Em Frankfurt, o índice Dax registrou perdas de 3,48% e o Cac 40, da bolsa de Paris, recuou 4,48%.

A seguradora AIG (American International Group) registrou um prejuízo de 61,7 bilhões no quarto trimestre de 2008, naquele que foi considerado o maior prejuízo trimestral da história corporativa dos EUA.

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Além disso, a seguradora anunciou que irá receber uma ajuda extra de US$ 30 bilhões por parte do governo americano.

A AIG já recebeu US$ 150 bilhões de auxílio financeiro - a maior ajuda já recebida por uma companhia americana.

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Federal Reserve (o Banco Central Americano) e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmaram que um colapso da AIG traria "um risco sistêmico" para o sistema financeiro global.

"Os custos potenciais da inação do governo para a economia e para os contribuintes seriam extremamente altos", diz o comunicado.

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