A Bolsa de Madri fechou a terça-feira em forte queda (-5,41%), acompanhando a tendência das principais bolsas europeias, em meio ao temor de que a crise econômica grega contagie a Espanha e aos rumores desmentidos de que o governo espanhol possa recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI)." /

A Bolsa de Madri fechou a terça-feira em forte queda (-5,41%), acompanhando a tendência das principais bolsas europeias, em meio ao temor de que a crise econômica grega contagie a Espanha e aos rumores desmentidos de que o governo espanhol possa recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI)." /

Bolsa de Madri cai 5,41% por temor a contágio da Grécia

A Bolsa de Madri fechou a terça-feira em forte queda (-5,41%), acompanhando a tendência das principais bolsas europeias, em meio ao temor de que a crise econômica grega contagie a Espanha e aos rumores desmentidos de que o governo espanhol possa recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

AFP |

A Bolsa de Madri fechou a terça-feira em forte queda (-5,41%), acompanhando a tendência das principais bolsas europeias, em meio ao temor de que a crise econômica grega contagie a Espanha e aos rumores desmentidos de que o governo espanhol possa recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O índice Ibex-35 da bolsa madrilena perdeu 563,7 pontos ficando abaixo do teto de 10.000 unidades, a 9.859,1.

Já o índice Latibex, que reúne 32 valores latino-americanos cotados em euros na Bolsa de Madri, registrou um prejuízo de 3,52% ou de 130,20 pontos, situando-se em 3.572,20, ao final de uma sessão negativa.

Em Atenas, o índice de referência Athex, desabou 6,68% no fechamento.

O índice FTSE Mib perdeu em Milão 4,70%; o PSI-20 de Lisboa, 4,21% e o CAC40 de Paris, 3,64%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Dax fechou em 2,6% negativos e, em Londres, o Footsie-100 cedeu 2,56%, apesar de a Grã-Bretanha não fazer parte da zona do euro.

O Ibex foi arrastado pelos bancos, que perderam mais de 7% no fechamento do pregão, e pelas construtoras.

As perdas do líder bancário, Santander (-7,08%, 0,65 euro); do segundo em importância BBVA (-7,59%, 0,74 euro), e do Banco Popular (-7,34%, 0,39 euro), somam-se às das construtoras, começando por Sacyr Vallehermoso, (-10,15%) (0,57 euros), seguida da Ferrovial e OHL, que superaram (-6%), e as dos grupos de energias renováveis Gamesa e Acciona, com prejuízos de mais 7% negativos.

A queda da bolsa espanhola, ao mesmo tempo em que as demais europeias, deve-se ao temor dos investidores internacionais de que as agências de classificação financeira Moody's e Fitch rebaixem a nota da dívida pública espanhola, uma semana depois de a Standard and Poor's tê-lo feito.

Moody's e Fitch indicaram, no entanto, que não estão reexaminando a nota da Espanha, atualmente de "AAA".

Semana passada, a Standard & Poor's rebaixou a nota da dívida a longo prazo da Espanha temendo que o país demore a sair da recessão em que está, o que poria em dificuldades a capacidade do governo de reduzir o déficit.

A isso se soma os rumores de que a Espanha estaria prestes a pedir ajuda financeira ao FMI, assim como a Grécia, para evitar a quebra.

Em Bruxelas, o presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, considerou "absoluta loucura" a ideia de que a Espanha vá pedir dinheiro ao FMI.

A Espanha é alvo, junto com Portugal, cuja bolsa caiu 4,21%, do temor de investidores devido ao déficit alto e à dívida pública, mas também à dificuldade em sair da recessão, ao contrário de outros países europeus.

O déficit público espanhol foi, em 2009, para 11,2% do PIB devido à crise financeira e o governo socialista pôs em marcha um plano de austeridade para reduzi-lo em 2013 a 3% do PIB, o limite fixado pelos países da zona do euro.

A dívida pública espanhola também cresceu devido à crise financeira internacional, mas é muito menor do que a de muitos países da zona do euro, de 53,2% do PIB em 2009.

O jornal New York Times afirma que investidores temem que o governo tarde em adotar medidas realmente impopulares para reduzir o déficit.

Na quinta-feira, o tesouro espanhol emitirá bônus de cinco anos com 3% de juros até abril de 2015, com o que espera ganhar pelo menos 2 bilhões de euros.

esb/ot/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG