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Bolívia: terceiro dia de conflitos na fronteira com o Brasil

Trabalhadores rurais ligados ao presidente Evo Morales e grupos de oposição de direita continuam se enfrentando com violência nesta quinta-feira nas proximidades da cidade de Cobija, no departamento de Pando (norte), no terceiro dia de conflito político na Bolívia, perto da fronteira com o Brasil.

AFP |

Os enfrentamentos deixaram dois feridos, a tiros, segundo a imprensa local. As autoridades não confirmaram a notícia.

Nas cidades de Santa Cruz e Tarija, onde a violência imperou nos últimos dias, com saques a prédios públicos, o clima era mais calmo, apesar dos esporádicos confrontos entre os dois grupos.

O mercado Central de Tarija, onde se concentram os indígenas, foi o epicentro na quarta-feira de uma batalha campal entre jovens de organizações de direita e trabalhadores rurais, com um saldo de mais de 50 feridos.

Na cidade de Santa Cruz, simpatizantes de Morales e grupos civis se enfrentaram no fim da tarde de quarta-feira pelo controle do terminal rodoviário.

Outros grupos opositores em Santa Cruz, que se autodefinem como 'autonomistas', ocuparam os ministérios do Trabalho e da Educação e a sede da empresa de telecomunicações.

Setores sociais ligados ao governo de esquerda anunciaram que seguirão nesta quinta-feira para Santa Cruz para fortalecer o bloqueio de estradas de colonos e cocaleros.

O porta-voz da presidência, Iván Canelas, afirmou que a violência na Bolívia, com saques de prédios públicos, invasões de gasodutos e a ocupação de três aeroportos em Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando, pretende criar as condições para "uma espécie de guerra civil".

O pano de fundo da crise é a luta por autonomia e a oposição a uma nova Constituição proposta pelo governo boliviano.

rb/fp

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