La Paz, 18 ago (EFE).- A morte de uma mulher de 25 anos em La Paz aumentou para 17 o número de vítimas da nova gripe na Bolívia, confirmou hoje à Agência Efe o diretor nacional de Epidemiologia boliviano, Eddy Fernández.

A mulher, natural de El Alto, cidade divisória a La Paz, morreu na segunda-feira por insuficiência respiratória, devido à complicação causada pela conjunção da pandemia com a obesidade.

"Temos um relatório de 17 mortes em nível nacional, 80% dessas mortes são com A (H1N1), ou seja, com doenças de base que se complicam com a presença do vírus", disse o ministro da Saúde boliviano, Ramiro Taipa, segundo a agência "ABI".

A maioria destas 17 mortes ocorreu no departamento de La Paz (oito) e na região de Santa Cruz (cinco).

Além disso, morreram duas pessoas em Potosí (sudoeste), uma em Cochabamba (centro) e uma em Tarija (sul).

Taipa disse que a curva epidemiológica da pandemia "continua estável, porque tanto hospitais quanto centros de saúde não informam sobre novos casos, nem de suspeitos, nem casos confirmados".

O ministro informou também que o Governo adquiriu 20 respiradores mecânicos que serão distribuídos nos hospitais de referência de todo o país, e conta com 40 mil doses do remédio para tratar a nova gripe.

Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde boliviano, o número de infectados na Bolívia está em 953, 652 dos quais foram registrados em Santa Cruz, o que representa quase 69% do total de contagiados com o vírus A (H1N1). EFE vs/an

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