Bolívia reforçará fronteira com Brasil e Paraguai

(atualiza com novas declarações de ministro). La Paz, 24 abr (EFE).- O Governo da Bolívia ordenou o reforço militar de vários pontos da fronteira com Brasil e Paraguai para combater grupos criminosos que atuam na região, confirmou hoje o ministro da Defesa boliviano, Wálker San Miguel.

EFE |

O ministro assegurou à imprensa que o reforço nos postos militares de fronteira será nos locais onde foi detectado um aumento de "narcotráfico, comércio ilegal de armas e até tráfico de órgãos e pessoas".

"Os lugares específicos de reforço serão os postos de fronteira, exclusivamente. Nenhum posto das cidades do setor urbano", esclareceu o ministro.

Os militares mobilizados se dirigem ao departamento de Santa Cruz, no leste do país, reduto da oposição autonomista ao Governo Evo Morales, onde, segundo a imprensa local, a medida gerou desconfiança.

O presidente do Senado, o opositor Óscar Ortiz, disse ao canal de TV "Red Uno", de Santa Cruz, que o movimento de tropas é uma "militarização" e "uma nova agressão do Governo aos departamentos do leste".

"Qual é o sentido de militarizar? Que problemas existem nas fronteiras? A única coisa que há nas fronteiras é narcotráfico e contrabando, e em ambos o Governo está metido", disse Ortiz.

San Miguel diz que a mobilização será realizada em direção à zona fronteiriça para a "dissuasão" e não para a repressão, a fim de evitar a delinquência.

O ministro respondeu às críticas da oposição afirmando que a operação foi planejada há muito tempo e que é "uma casualidade" que coincida com as denúncias sobre um suposto plano separatista em Santa Cruz, no qual estaria envolvido um grupo terrorista.

San Miguel mencionou também o caso dos seis cidadãos brasileiros cujos corpos foram encontrados há dez dias na cidade fronteiriça de San Matías, que está incluída no plano boliviano.

O ministro anunciou também que membros da Polícia Federal brasileira investigarão o caso.

O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, também relacionou o deslocamento de soldados com o suposto caso de terrorismo internacional descoberto na semana passada no país, em uma operação na qual a Polícia matou três supostos mercenários. EFE az/rr

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