Bolívia quer lançar fac-símile dos diários de Che Guevara

O governo da Bolívia pretende lançar uma edição em fac-símile dos diários do guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, com 12 páginas inéditas até agora. Os originais escritos pelo próprio Che foram resgatados pelo ministério das Relações Exteriores da Bolívia de uma casa em Londres.

BBC Brasil |

Não se sabe como os textos foram parar na Grã-Bretanha.

As memórias de Che estão registradas em um caderno escolar com espiral, em uma agenda de origem alemã com o ano de 1967 escrito na capa e uma caderneta de anotações, disse à BBC o vice-ministro de Desenvolvimento da Cultura da Bolívia, Pablo Groux.

Junto com o material encontrado também aparecem duas fotos da família de Harry Villegas, o "Pombo", um guerrilheiro que trabalhou ao lado de Che.

Groux, o vice-chanceler boliviano Hugo Fernández e o embaixador de Cuba na Bolívia, Rafael Dausá, participaram de uma cerimônia de apresentação dos manuscritos no Banco Central da Bolívia.

"Queremos apresentar ao público os documentos originais com a maior exatidão permitida pela tecnologia", disse Groux.

Os diários já foram publicados dezenas de vezes. A edição mais popular contém um prefácio escrito por Fidel Castro.

Pablo Groux disse que a nova edição em fac-símile conterá 12 páginas que foram omitidas anteriormente.

Segundo ele, nas páginas inéditas até agora, "Che faz uma avaliação de seus companheiros de campanha e das instituições políticas e personagens políticos da época".

"O texto tem uma letra miúda em tinta azul e correções em tinta vermelha. No verso do caderno há anotações e uma lista de livros de literatura marxista."
A última anotação do diário é de sete de outubro de 1967, um dia antes do enfrentamento com o Exército da Bolívia. Che foi assassinado naquele mês em La Higuera.

"À medida que esse dia vai se aproximando, se nota certo desanimo no espírito de Che."

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