Bolívia quer exportar coca ao Brasil, Argentina e Paraguai

La Paz, 28 dez (EFE).- A Bolívia poderá exportar coca a mercados do Brasil, Argentina e Paraguai com as reformas que o partido do presidente Evo Morales fará à legislação antidrogas vigente no país, afirmou hoje um deputado governista.

EFE |

O deputado Jorge Silva disse hoje que a exportação de coca a esses mercados é uma das propostas para a modificação da lei 1008 do regime da coca e substâncias controladas, cujas reformas serão debatidas no próximo Parlamento.

A Assembleia Legislativa Plurinacional que assumirá em 6 de janeiro será controlada pelo governista Movimento Ao Socialismo (MAS) tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.

Silva, que é um influente dirigente do MAS, mas não se candidatou para a reeleição na Assembleia, disse à "Red Uno" de televisão que a modificação da lei terá como principal base a análise do mercado interno e, em segundo, a industrialização da coca.

"Um terceiro elemento para nossa proposta é a possibilidade de exportar a folha de coca ao Brasil, Argentina e Paraguai", disse Silva.

Segundo a Lei 1008, os camponeses podem cultivar no país até 12 mil hectares de coca majoritariamente na zona de Los Yungas, mas segundo dados divulgados em meados deste ano pelas Nações Unidas, existem no país cerca de 30,5 mil hectares.

O Governo Morales expressou várias vezes seu plano de que o limite da legislação antidrogas seja aumentado de 12 mil para 20 mil hectares, com o argumento de que aumentou a demanda para usos legais desses cultivos.

A coca é usada na Bolívia com fins rituais, culturais, medicinais e industriais em chás, xaropes e licores, mas também é desviada ao narcotráfico, para a elaboração de cocaína. EFE ja/an

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