A Bolívia pressionou a empreiteira brasileira Queiroz Galvão a modificar, até o início de dezembro, sua proposta econômica para finalizar a construção de duas estradas vitais no sul do país, informou uma funcionária do governo, nesta quinta-feira.

A presidente da Administradora Boliviana de Estrada (ABC, sigla em espanhol), Patricia Ballivián, disse que 10 de dezembro será "o último prazo para que a Queiroz Galvão" possa ajustar sua estrutura de custos para duas estradas que unem os departamentos de Potosí (sudoeste) e Tarija (sul).

A construtora brasileira pretende subir de 226 milhões de dólares para 271 milhões de dólares o custo total para terminar a construção e a pavimentação dessas duas importantes vias bolivianas, após acertar com o governo, em dezembro de 2007, o reparo de trechos que mostravam falhas estruturais.

As estradas contavam com o financiamento de 120 milhões de dólares do Proex (Programa de Financiamento às Exportações) do Banco do Brasil, outros 60 milhões de dólares da Corporação Andina de Fomento (CAF) e fundos de contrapartida dos governos de Tarija e Potosí, elevando o montante para 226 milhões de dólares.

Esses recursos cobririam o custo de construção, motivo pelo qual o novo preço fixado pela Queiroz Galvão ultrapassa esse orçamento, o que provocou a rejeição do governo boliviano.

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