Bolívia prende líderes cívicos suspeitos de atentado a gasoduto

La Paz, 28 nov (EFE).- A Polícia boliviana prendeu quatro dirigente cívicos do departamento (estado) de Tarija suspeitos de atentado contra um gasoduto que abastece o Brasil, informou hoje a imprensa.

EFE |

Entre os detidos na tarde de ontem na cidade oriental de Santa Cruz está o presidente do Comitê Cívico de Tarija, Reynaldo Bayard, acusado de participar da explosão de uma válvula de segurança do gasoduto em 10 de setembro, assim como da tomada do campo de Vuelta Grande em Chuquisaca.

Os quatro detidos foram transferidos hoje deste departamento, na fronteira com a Argentina, ao sul, para a capital La Paz, onde serão julgados.

Tanto o atentado contra o gasoduto Yacuiba-Rio Grande como a ocupação do campo de produção de Vuelta Grande aconteceram dentro da onda de cofrontos e manifestações que sofreu a Bolívia em setembro e que provocaram a paralisação temporária da produção de ambos.

Segundo o jornal "La Razón", de La Paz, um dos acusados, o dirigente cívico da província O'Connor, Domingo Moreno, vinculou esses fatos a Branko Marinkovic, presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz e um dos principais opositores ao Governo de Evo Morales.

Neste sentido, o porta-voz presidencial, Ivan Canelas, tachou de "graves" as acusações, enquanto o governador regional de Santa Cruz, Rubén Costas, pediu provas das acusações colocadas.

Segundo Costas, "o Governo quer sujar a imagem do Comitê Cívico" porque ele denuncia que a Constituição que irá referendo em 25 de janeiro "obriga os departamentos a entregar todos seus recursos (...) para que sejam manuseados de La Paz por políticos centralistas". EFE lav/jp

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