Bolívia pede que EUA reconsiderem asilo a ex-ministro acusado de genocídio

La Paz, 24 jul (EFE).- A Bolívia pediu que os Estados Unidos reconsiderem o asilo político ao ex-ministro Carlos Sánchez Berzaín, acusado de genocídio, informou hoje a estatal Agencia Boliviana de Información (ABI).

EFE |

O embaixador boliviano em Washington, Gustavo Guzmán, afirmou na televisão estatal que já enviou a solicitação ao Governo americano e que também apresentará em agosto o pedido de extradição do ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada.

Sánchez de Lozada e Sánchez Berzaín fugiram para os EUA após as revoltas de outubro de 2003, nas quais mais de 69 pessoas morreram e 400 ficaram feridas.

Os dois estão sendo processados em Miami pela ação apresentada pelos representantes das vítimas da repressão, que acusam Sánchez de Lozada e Sánchez Berzaín de genocídio.

O asilo político aos dois bolivianos originou a mais recente crise bilateral entre La Paz e Washington, que mantêm uma relação tensa desde o início do mandato do presidente da Bolívia, Evo Morales, em 2006.

O subsecretário adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, visitou ontem Morales para tentar reconduzir as relações bilaterais com o estabelecimento de uma agenda de diálogo.

O embaixador Guzmán aproveitou a visita de Shannon para pedir "em tom de exigência, que revise a posição do Departamento de Segurança Interna dos EUA de outorgar um asilo político ao senhor Sánchez Berzaín". EFE az/wr/plc

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