Bolívia pede oficialmente aos EUA extradição de ex-líder boliviano

Washington, 10 nov (EFE) - O Governo da Bolívia pediu hoje oficialmente ao Departamento de Estado dos Estados Unidos a extradição do ex-presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada e dos ex-ministros Carlos Sánchez Berzaín e Jorge Berindoague. Tornamos oficial a entrega dos pedidos suplicatórios pedindo a extradição dos três, disse a encarregada de negócios da Embaixada da Bolívia em Washington, Erika Dueñas. Ela entregou as 2.700 páginas ao Departamento de Estado americano, representado pelo diretor de assuntos andinos, Kevin Whitaker.

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Ao encontro também assistiu o embaixador Philip Goldberg, ao qual o presidente da Bolívia, Evo Morales, expulsou de La Paz por, em sua opinião, ter estimulado os protestos contra o Governo.

Sua presença no encontro surpreendeu Dueñas, que dirige os assuntos diplomáticos do país após os Estados Unidos terem expulsado o embaixador boliviano, Gustavo Guzmán.

"Não vejo a necessidade de que ele estivesse aí", afirmou.

O processo contra Sánchez de Lozada foi iniciado em outubro de 2004 pelo Congresso boliviano e, em setembro de 2007, a Corte Suprema ordenou a Chancelaria a pedir a extradição.

Sánchez de Lozada é acusado de genocídio por sua responsabilidade na morte de 67 pessoas durante protestos de rua contra seu Governo registrados em 2003.

Os ex-ministros Carlos Sánchez Berzaín, de Defesa, e Jorge Berindoague, de Hidrocarbonetos, são processados pelos mesmos fatos.

Os três deixaram a Bolívia durante os distúrbios e se encontram nos Estados Unidos, onde, além disso, enfrentam um processo civil impetrado por familiares das vítimas.

Howard Gutman, advogado de Sánchez de Lozada, disse em comunicado que o pedido de extradição "é parte de uma ofensiva política orquestrada por Evo Morales contra a democracia e contra quem ele considera seus inimigos políticos". EFE cma/db

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