Bolívia pede apoio na OEA contra referendo de Santa Cruz

Por Adriana Garcia WASHINGTON (Reuters) - O governo da Bolívia pediu nesta sexta-feira na OEA reprovação ao referendo de que acontece no domingo pelo autonomia do Departamento de Santa Cruz. O pleito é considerado ilegal pelo presidente Evo Morales e pode resultar em confrontos violentos no país andino.

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O chanceler boliviano David Choquehuanca pediu em reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA) apoio ao governo 'legalmente constituído' de Morales e uma 'recusa' às tentativas de 'quebrar a ordem constitucional'.

'Solicito ao Conselho Permanente (...) o respaldo ao governo legalmente constituído, ao estado de direito, e à institucionalidade democrática na Bolívia, recusando qualquer tentativa de quebrar a ordem constitucional', disse o ministro em discurso.

Uma proposta de resolução formulada originalmente pelo governo da Bolívia com sete itens, obtido pela Reuters, propõe apoio ao governo de Morales, rejeita o rompimento da ordem institucional e lamenta a realização do referendo do dia 4 de maio em Santa Cruz.

O referendo é promovido por líderes da oposição conservadora que estão contra a nova Constituição promovida por Morales.

Durante a sessão do Conselho, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse que a crise política na Bolívia tem três riscos: afetar a integridade territorial do país, romper a unidade democrática e acabar em violência.

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