Bolívia negocia com Brasil detenção de brasileiros armados em Pando

La Paz, 14 set (EFE) - O Governo da Bolívia anunciou hoje que faz gestões com o Executivo brasileiro para que sejam detidos os cidadãos armados que pudessem ter cruzado a fronteira a partir de Cobija (norte), capital do departamento de Pando, onde foi declarado o estado de sítio.

EFE |

O ministro da Defesa, Wálker San Miguel, em entrevista à televisão estatal, afirmou estar fazendo "gestões com o Brasil para que possam deter ali cidadãos carregando armas" perto de Cobija, cidade fronteiriça.

Nessa região, o Governo declarou o estado de sítio após os confrontos armados entre grupos de autonomistas opositores e afins ao Governo de Evo Morales nos quais quase 30 pessoas morreram, segundo números do Executivo.

O Governo acusa o governador regional de Pando, Leopoldo Fernández, de instigar aquilo que considera "um massacre" e de pagar sicários e narcotraficantes brasileiros e peruanos para que matassem camponeses favoráveis ao Governo.

San Miguel afirmou que se não tivesse sido declarado o estado de sítio em Pando, os mortos seriam "centenas", e reafirmou "mais uma vez, que o Governo emitiu o decreto para defender a paz e assegurar a vida".

"Estamos vivendo uma etapa duríssima, mas com a força de que será feita Justiça e os autores do massacre vão terminar em Chonchocoro", assegurou, em referência à prisão de alta segurança situada no planalto de La Paz.

Por sua vez, Fernández negou hoje, em declarações à Agência Efe, as acusações do Governo sobre sua suposta responsabilidade nos violentos fatos e qualificou de um "filme" as afirmações de que teria contratado sicários estrangeiros para atuar nos choques. EFE az/db

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