Bolívia: Morales defende agenda de 10 pontos para iniciar diálogo

O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu nesta segunda-feira a necessidade de se reestabelecer uma agenda de 10 pontos, entre eles a unidade nacional e o reconhecimento das autonomias departamentais, como base em um diálogo que solucione a crise política.

AFP |

Morales iniciou uma reunião de coordenação, com cinco governadores, para discutir as bases de um acordo que ponha fim à crise política, mas o encontro foi ignorado por quatro governadores da oposição, informou o chefe de governo de Oruro, Luis Alberto Aguilar.

Os quatro governadores já tinham rejeitado a agenda de Morales em sucessivas reuniões, em janeiro deste ano.

"O documento base defende a unidade nacional, o respeito à institucionalidade e a análise dos temas econômicos e políticos que são os mais conflitantes neste momento", informou Aguilar.

O governante de Oruro criticou a ausência na reunião de seus colegas de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija.

Os governadores Rubén Costas (Santa Cruz), Mario Cossío (Tarija), Ernesto Suárez (Beni) e Leopoldo Fernández (Pando) rejeitam o diálogo enquanto não houver as condições para um grande acordo nacional.

O encontro, no Palácio Presidencial, reuniu os governadores José Luis Paredes (La Paz) e Manfred Reyes Villa (Cochabamba), ambos da oposição, e os governistas Alberto Aguilar, Mario Virreira (Potosí) e Ariel Iriarte (Chuquisaca).

A reunião foi assistida por observadores da OEA, Brasil, Argentina e Colômbia.

Antes do encontro, o vice-ministro de Descentralização, Fabián Yaksic, declarou que "este cenário que abrimos é um novo esforço de diálogo e esperamos que o resultado estabeleça as bases de um acordo nacional".

A Bolívia enfrenta um impasse entre uma oposição irredutível, que quer a autonomia de diversas províncias, e o governo, que insiste em aplicar uma nova Constituição, de corte indígena.

Para superar a crise política, Morales convocou hoje um referendo para o dia 10 de agosto que revogará, ou não, o mandato do presidente, do vice-presidente e dos nove governadores.

rb/ap/LR

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