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Bolívia: Morales acredita que observadores internacionais vão flexibilizar oposição

O presidente boliviano, Evo Morales, manifestou neste sábado sua esperança de que a presença dos observadores internacionais torne mais flexível a posição dos governadores rebeldes, que discutem em Cochabamba um acordo para pacificar o país.

AFP |

"Tenho a esperança de que a presença da OEA, das Nações Unidas, da União Européia e dos países sul-americanos (Unasul) possa flexibilizar (a posição) de alguns governadores para que cheguemos a um acordo", declarou Morales em entrevista coletiva em Cochabamba.

Morales retomará nas próximas horas o diálogo com os governadores rebeldes Rubén Costas (Santa Cruz), Savina Cuéllar (Chuquisaca), Mario Cossío (Tarija) e Ernesto Suárez (Beni), na tentativa de obter um acordo nacional que pacifique a Bolívia.

Sem entrar em detalhes, o presidente manifestou seu "desejo e grande esperança de que esta tarde ou amanhã (domingo)" se possa fechar um acordo que permita pacificar a Bolívia, após os protestos em cinco dos nove departamentos do país que deixaram cerca de 20 mortos.

O diálogo em Cochabamba é acompanhado pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pelo ex-chanceler chileno Juan Gabriel Valdez (Unasul) e por diplomatas e representantes da União Européia e da ONU, além de dignitários das igrejas católica e protestante.

Na noite de ontem, sexta-feira, o vice-presidente boliviano, Alvaro García, estimou que para se chegar a um acordo a oposição precisa reconhecer que na Bolívia existe uma nova "correlação de forças".

"Se conseguirem entender este novo cenário de correlação de forças, teremos uma solução a curto prazo", disse García, destacando que "são as minorias políticas do Congresso e regionais que estão obrigadas a aceitar e reconhecer a maioria política que define o programa nacional de governo".

As negociações em Cochabamba começaram na quinta-feira, em duas frentes: uma envolvendo o presidente Morales e os governadores rebeldes, e outra técnica, com representantes dos dois lados, incluindo García.

Neste sábado, trabalhavam em Cochabamba duas comissões criadas para as negociações, que analisam a redistribuição do imposto arrecadado com o petrólero, as autonomias regionais e a aprovação da nova Constituição.

A terceira comissão, sobre a eleição de autoridades judiciais e eleitorais, ainda espera a definição de sua "metodologia de discussão".

jac/LR

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