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Bolívia: ministro diz que cortar gás de Brasil e Argentina é cortar o próprio pulso

O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, afirmou neste domingo que uma eventual suspensão do fornecimento de gás natural para o Brasil e a Argentina, como ameaçou a oposição em greve em cinco regiões do país, será como cortar o pulso.

AFP |

Villegas disse que a venda de gás a ambos os países gera renda de aproximadamente 2 bilhões de dólares e as previsões para este ano são de um pouco mais que isso. "Então, tomar decisões desta natureza é como cortar o pulso".

"Estes são os principais recursos que fundamentalmente beneficiam as prefeituras, os municípios, as universidades e o Tesouro Geral da Nação", lembrou Villegas.

Prefeitos e líderes da sociedade civil de cinco regiões opositoras ao presidente Evo Morales advertiram que poderiam suspender as exportações de gás natural para Brasil e Argentina, na tentativa de intensificar seus protestos contra o governo.

"Se tomarem uma decisão desta natureza de evitar o envio de gás para Brasil e Argentina será um auto-bloqueio, a seus próprios departamentos, porque as prefeituras não terão recursos suficientes para encarar projetos de desenvolvimento social, econômico, de infra-estrutura", disse Villegas.

Brasil e Argentina consomem no total entre 32 e 34 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

rb/lm

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