Bolívia mata 3 que planejavam assassinar Evo Morales

CARACAS (Reuters) - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta quinta-feira que forças de segurança bolivianas conseguiram impedir um plano de assassinato após enfrentar e matar três supostos mercenários internacionais em Santa Cruz, em meio a um tenso conflito político vivido pelo país andino. Morales explicou que informações de inteligência haviam advertido sobre a chegada de um grupo de mercenários para assassiná-lo e ao vice-presidente com bombas e armamento sofisticado e acusou a oposição boliviana de ser responsável pelo plano.

Reuters |

"Me informaram que houve um tiroteio de meia hora em um hotel da cidade de Santa Cruz onde morreram três estrangeiros e dois foram detidos", disse na sua chegada à Venezuela, onde participará de cúpula da Alternativa Bolivariana para América Latina e o Caribe (Alba).

O chefe da polícia boliviana, Hugo Escobar, confirmou à agência estatal de notícias ABI que três supostos "terroristas" morreram em um enfrentamento com forças de segurança, dois húngaros e um boliviano.

"Na Bolívia, no ano passado, a direita quis me tirar com o voto do povo em um referendo revogatório, mas fracassaram. Depois tentaram um golpe de estado civil, mas fracassaram. Agora estavam planejando dar tiros, estão fracassando", acusou Morales, que também disse haver irlandeses no grupo.

O presidente boliviano conseguiu nesta semana, após pressionar o Congresso com uma greve de fome de cinco dias, aprovar uma polêmica lei eleitoral que abre as portas para eleições em dezembro, nas quais buscará a reeleição e o controle da futura Assembleia Plurinacional.

(Com reportagem adicional de Eduardo García em La Paz)

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