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Bolívia lança refrigerante de folha de coca

O governo boliviano produzirá um refrigerante energizante feito com a folha de coca chamado Coca Colla, segundo anunciaram, nesta quarta-feira, o vice-ministro da Coca, Jerónimo Meneses, e o vice-ministro de Desenvolvimento Rural, Víctor Hugo Vázquez. Meneses mostrou um modelo da garrafa à imprensa local e afirmou que o governo apoia este projeto apresentado pelos produtores da folha de coca da região do Chaparé, no departamento (equivalente a Estado) de Cochabamba, no centro do país.

BBC Brasil |

"Trata-se de uma iniciativa privada para produzir um energizante com a folha de coca. Mas nos interessa, como Estado, a industrialização da coca", disse Vázquez.

A intenção do governo do presidente Evo Morales seria formar uma empresa mista com alguma empresa privada, informou a imprensa local. Vázquez lembrou que já existem na Bolívia chás, doces e licores confeccionados com este produto.

Preocupação
A folha de coca é definida como "sagrada" pelos indígenas que tradicionalmente a utilizam em rituais ou para consumo.

No entanto, segundo dados das Nações Unidas, a área de cultivo do vegetal, que também pode ser usado para a fabricação de cocaína, teria aumentado no país nos últimos tempos.

Atualmente a produção da folha de coca no território boliviano desperta preocupação tanto de autoridades brasileiras como americanas.

A Polícia Federal brasileira estima que 80% da pasta de cocaína consumida no Brasil seja de origem boliviana. Mas o governo afirma que o combate à plantação ilegal aumentou.

Combate às drogas
Nesta quinta-feira, Morales criticou a decisão dos Estados Unidos de não ter prorrogado a Lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas (ATPDEA, na sigla em inglês) para a Bolívia.

Em comunicado divulgado nesta semana, a Casa Branca informou que prorrogará a medida até dezembro de 2010 para Peru, Colômbia e Equador. Mas afirmou que a Bolívia "deve melhorar a cooperação" no combate às drogas antes de voltar a ter o privilégio econômico.

"É uma vingança política de um governo que não aceita que um país pequeno defenda sua soberania e expulse um embaixador que se meteu nos nossos assuntos internos", disse Morales.

A ATPDEA beneficiava, principalmente, o setor têxtil, entre outros, exportados para o mercado americano.

Evo Morales expulsou, em 2008, o embaixador americano e a agência da DEA do país, argumentando que estes teriam participado de um "complô" contra seu governo.

O retorno da DEA à Bolívia seria, segundo Morales, uma condição dos Estados Unidos para devolver as preferências à Bolívia.

"Mas a DEA não voltará à Bolívia. E não aceitamos essas condições e imposição", disse.

O líder boliviano reconheceu que caiu o nível de exportações ao mercado americano, mas afirmou que este aumentou "mais ainda" para a Venezuela.

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