Bolívia inicia estudos sobre consumo legal de coca para ampliar cultivo

La Paz, 27 jul (EFE).- O Governo da Bolívia anunciou hoje o início de vários estudos, entre eles uma enquete em lares, para conhecer os alcances do consumo legal da coca no país, com o objetivo de ampliar as áreas de cultivos aprovadas por lei.

EFE |

Os vice-ministros de Exteriores, Hugo Fernández; o de Defesa Social, Felipe Cáceres; e o de Coca, Gerónimo Meneses, anunciaram que os estudos serão realizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com o apoio financeiro da União Europeia (UE).

Para o "Estudo Integral da Folha de Coca", que será concluído em meados do ano que vem, a UE forneceu US$ 1 milhão e o Governo de La Paz US$ 50 mil.

Cáceres, responsável pela luta contra o narcotráfico, disse que os estudos determinarão quantos hectares de coca são necessários no país para o consumo cultural e tradicional, para a industrialização e fins medicinais.

A atual lei antidroga permite o cultivo de 12 mil hectares em todo o país, mas existem 30.500 na realidade, segundo um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC, na sigla em inglês), no mês passado.

O presidente boliviano, Evo Morales, que continua sendo dirigente sindical dos produtores de coca da zona de Chapare, em Cochabamba, no centro do país, anunciou várias vezes a decisão de seu Governo de subir o limite legal para 20 mil hectares, porque o considera necessário para os diversos tipos de consumo legal e para a industrialização.

A oposição boliviana criticou a intenção do Executivo de aumentar os cultivos legais, porque acredita que isso aumentaria o narcotráfico, que usa a folha para a fabricação da cocaína. EFE ja/pd

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