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Bolívia: governo diz que oposição deve aceitar nova correlação de forças

O governo de Evo Morales afirmou nesta sexta-feira que a oposição política e regional precisa reconhecer que na Bolívia existe uma nova correlação de forças, para viabilizar um acordo nacional.

AFP |

O vice-presidente boliviano, Alvaro García, assinalou que os quatro governadores rebeldes devem admitir que Morales e seu partido MAS são a maioria política da Bolívia.

"Se conseguirem entender este novo cenário de correlação de forças, teremos uma solução a curto prazo", disse García, durante uma entrevista coletiva sobre os progressos das comissões técnicas que tentam viabilizar um acordo nacional, com discussões em Cochabamba.

O vice-presidente revelou que Morales e o Movimento Ao Socialismo venceram as eleições presidenciais (2005) com 54% dos votos, a votação para a Assembléia Constituinte (2006) com 56% das cadeiras, e o referendo de 10 de agosto de 2008 com 76% dos votos.

"São as minorias políticas do Congresso e regionais que estão obrigadas a aceitar e reconhecer a maioria política que define o programa nacional de governo".

As negociações em Cochabamba começaram na quinta-feira, em duas frentes: uma envolvendo o presidente Morales e os governadores rebeldes de Santa Cruz, Beni, Chuquisaca e Tarija; e outra técnica, com representantes dos dois lados, incluindo García.

As comissões em andamento analisam a redistribuição do imposto arrecadado com o petrólero, as autonomias regionais e a aprovação da nova Constituição.

A terceira comissão, sobre a eleição de autoridades judiciais e eleitorais, ainda espera a definição de seus delegados.

O diálogo em Cochabamba é acompanhado por representantes das Igrejas católica e protestante, da OEA, ONU, Unasul e da União Européia.

jac/LR

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