Bolívia estuda impacto ambiental de usinas brasileiras no Madeira

O governo boliviano está fazendo estudos técnicos para determinar o impacto ambiental de duas represas que serão construídas pelo Brasil sobre o rio Madeira, na fronteira entre os dois países, anunciou o chanceler David Choquehuanca, nesta terça-feira.

AFP |

"Estamos fazendo um estudo com um organismo do Canadá sobre os possíveis impactos sobre o rio Madeira. Precisamos ter esses elementos e vamos ver como abordamos esse tema", declarou o chanceler, sem citar a organização.

Choquehuanca disse que, no final de outubro, houve uma reunião técnica bilateral, em La Paz, para analisar as "dúvidas razoáveis" da Bolívia sobre as usinas, em Jirau e Santo Antônio, que o Brasil está construindo.

Segundo o ministro boliviano, os técnicos brasileiros "não tiveram capacidade" de absorver os questionamentos bolivianos sobre "as conseqüências" das duas hidrelétricas, que vão gerar 6.450 megawatts, pelo menos 13% da demanda energética do Brasil.

A Bolívia assegurou, em princípio, que as duas usinas provocarão graves danos à flora e à fauna, emitirão gases, como produto da inundação de áreas cobertas de vegetação, além de levar ao aumento da malária.

O governo brasileiro já fez a licitação de ambas as obras, que terão custo aproximado de 10,3 bilhões de dólares e que entrarão em operação em 2012 (Santo Antônio) e 2016 (Jirau).

Santo Antônio será construída pelo consórcio formado pela estatal Furnas, pela companhia privada Odebrecht e com participação do banco espanhol Santander. Jirau, por sua vez, ficará a cargo do grupo franco-belga Suez, junto com a construtora brasileira Camargo Corrêa e as estatais Eletrosul Centrais Elétricas e Companhia Hidrelétrica de São Francisco.

jac/tt/LR

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