Bolívia espera que volta de embaixador dos EUA não seja para unir oposição

La Paz, 2 jul (EFE).- O Governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje que espera que o retorno do embaixador americano no país, Philip Goldberg, a La Paz após seu período de consultas em Washington não tenha o objetivo de unir a oposição para o próximo referendo revogatório.

EFE |

"Eu espero que Goldberg não esteja voltando novamente para fazer ativismo político. Espero que venha assumir um papel diplomático como corresponde seu cargo, não um papel político", disse hoje o ministro do Governo boliviano, Alfredo Rada.

Goldberg chegou na madrugada de hoje ao Aeroporto de La Paz duas semanas após ter sido convocado para consultas por Washington.

Em curtas declarações após chegar à Bolívia, o diplomata se limitou a dizer que voltou a La Paz para falar com o Governo Morales sobre os "problemas" entre as duas Administrações e não quis comentar conflitos pontuais.

No dia 9 de junho, uma multidão, que depois recebeu os cumprimentos de Morales, atacou a Embaixada dos Estados Unidos com pedaços de pau e pedras e entrou em confronto com os seguranças para protestar contra o asilo político concedido ao ex-ministro da Defesa Carlos Sánchez Berzaín, acusado de genocídio.

No entanto, Rada manifestou hoje sua preocupação com a possibilidade de que o retorno de Goldberg tenha o objetivo de tentar "unificar ou atuar como articulador político" dos opositores, divididos perante o referendo revogatório convocado para 10 de agosto.

O ministro disse que chamou sua atenção o governador do departamento de Beni, Ernesto Suárez, ter se reunido com funcionários da Embaixada americana, que depois também se encontraram com o dirigente oposicionista Samuel Doria Medina.

Seis governadores opositores da Bolívia se opõem ao referendo revogatório, pois acreditam que a forma como está sendo proposto favorece Morales e os prejudica, além de crerem que a consulta não resolverá o problema político do país.

Morales empreende um projeto de refundação constitucional que encontra resistência da oposição autonomista do país, que agora controla cinco dos nove departamentos da Bolívia. EFE ja/wr/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG