Bolívia diz que segue campanha contra política migratória da UE

LA PAZ (Reuters) - O governo da Bolívia disse nesta quarta-feira que continuará com sua campanha de denúncias contra a política migratória da União Europeia, de sanções e deportação de imigrantes, pois considera que ela viola os direitos humanos e vários tratados internacionais. Diante do anúncio de que o Parlamento Europeu deverá aprovar, na próxima semana, uma sanção a pessoas e empresas que empreguem imigrantes ilegais, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, disse que a Bolívia mantinha inalterada sua oposição à essa política.

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"A migração é um tema global... não estamos de acordo que os países possam tomar decisões unilateralmente e possam criminalizar a migração", disse Choquehuanca em entrevista coletiva.

O presidente boliviano, Evo Morales, qualificou, no ano passado, a nova política migratória proposta pela UE como "reposição de certas práticas xenófobas e racistas que a comunidade internacional tenta eliminar desde a Segunda Guerra Mundial" e propôs uma campanha internacional em defesa das imigrações, disse Choquehuanca.

(Reportagem de Carlos Alberto Quiroga)

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