Bolívia desconhece refúgio concedido por Brasil a cidadãos de Pando

La Paz, 8 jun (EFE).- O Governo boliviano afirmou hoje que ainda não tem informação oficial sobre o refúgio concedido no Brasil a 118 cidadãos da região de Pando que fugiram da Bolívia no ano passado em meio ao conflito nessa região amazônica.

EFE |

O vice-ministro de Coordenação Governamental, Wilfredo Chávez, afirmou à Agência Efe que a Bolívia pedirá ao Governo brasileiro "pelos canais correspondentes, ou seja, a Chancelaria", um relatório sobre a concessão de asilo a esses cidadãos.

Porta-vozes do Ministério da Justiça do Brasil confirmaram no domingo que o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) aprovou a solicitação dos 118 cidadãos bolivianos porque havia um "fundado temor" de perseguição política.

Os beneficiados do refúgio atravessaram a fronteira em setembro do ano passado em direção a diferentes cidades do Acre, divisa com Pando, quando essa região registrou confrontos violentos entre opositores e partidários do Governo do presidente Evo Morales.

Apesar da ausência de confirmação oficial, a decisão brasileira já teve repercussões na Bolívia.

Parlamentares do Governo questionaram os critérios do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) para conceder asilo político, enquanto a oposição expressou esperança de que isso não afete as relações bilaterais.

O deputado da aliança opositora Poder Democrático e Social (Podemos) por Pando, Felipe Tenorio, defendeu em entrevista ao "La Razón" que o presidente Evo Morales "não busque o confronto com este país (Brasil) por este tema, como fez com o Governo peruano de Alan García" pelo asilo dos três ex-ministros bolivianos.

O senador opositor por Pando Paulo Bravo se mostrou convencido de que "o Brasil não deu refúgio a assassinos", mas a "cidadãos que se sentem perseguidos por este Governo e que não encontram justiça" na Bolívia. EFE lav/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG