Bolívia declara estado de emergência pelas chuvas

La Paz, 29 jan (EFE).- O Governo boliviano declarou hoje estado de emergência nacional devido aos fenômenos climáticos que afetam principalmente cinco departamentos.

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O presidente Evo Morales fez o anúncio durante uma visita às 118 famílias afetadas pelo desabamento de 72 casas ocorrido na quinta-feira em um bairro da zona sul de La Paz por causa das chuvas.

Morales explicou que a declaração de estado de emergência nacional permitirá aos prefeitos e governadores regionais atender de forma imediata e efetiva os problemas que estão acontecendo no país por causa das chuvas, inundações e deslizamentos.

O ministro da Defesa, Rubén Saavedra, disse que o decreto dá prioridade às ações nos departamentos de Beni (nordeste), Santa Cruz (este), Chuquisaca (sudeste), Cochabamba (centro) e La Paz, que são os mais afetados pelo fenômeno climático "El Niño".

"A partir deste decreto, estão sendo executados todos os mecanismos de defesa municipal, departamental e nacional, os quais contarão com os recursos suficientes para ajudar todos os afetados e desabrigados pelas inundações", disse.

Saavedra acrescentou que a norma inclui as 118 famílias danificadas pelo deslizamento no bairro de Huanu Huanuni, da área de Bella Vista, ao sul de La Paz.

A Prefeitura de La Paz explicou que a derrubada aconteceu devido à saturação do terreno pela grande quantidade de casas construídas no local, agravada pela falta de drenagem e pelas chuvas que umedeceram o solo.

O presidente Morales pediu hoje ao Governo municipal que garanta os terrenos para construir novas casas aos desabrigados, medida para a qual assegurou um investimento de pelo menos US$ 2 milhões.

Os desabrigados passaram a noite em acampamentos instalados em setores limites à área do deslizamento, que tem uma superfície de quatro a cinco hectares.

Segundo um relatório apresentado nesta semana pelas autoridades nacionais, desde dezembro passado em toda Bolívia morreram nove pessoas por causa das chuvas e 22.614 famílias ficaram desabrigadas.

EFE gb/sa

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