Bolívia decidirá se revoga ou ratifica mandato de Evo Morales

La Paz, 12 mai (EFE) - Os bolivianos participarão no dia 10 de agosto de um referendo histórico para decidir se ratificam ou revogam o mandato do presidente do país, Evo Morales, de seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e o dos governadores regionais. Morales promulgou hoje a lei de convocação do referendo revogatório que representa um marco na história do país, já que é a primeira vez que a Bolívia realizará uma consulta deste caráter, enfatizou o governante. Não tenho medo do povo: que diga sua verdade e nos julgue, ressaltou Morales após promulgar esta lei, quatro dias depois que o Senado da Bolívia decidiu de forma surpreendente aprová-la, resgatando uma iniciativa que partiu do próprio governante em dezembro passado. Foi Morales quem enviou ao Congresso Nacional, no final de 2007, o projeto de lei para fazer um referendo revogatório, quando o país vivia uma complicada situação vinculada ao processo constituinte. A Câmara dos Deputados aprovou a lei em janeiro e enviou ao Senado, controlado pela oposição, onde a proposta ficou paralisada por vários meses. O referendo revogatório dá uma nova guinada na difícil crise da Bolívia, marcada nos últimos meses pelo confronto entre a reformulação da constituição impulsionada por Morales e os processos autônomos iniciados em várias regiões opositoras com a rejeição do Governo. O chefe de Estado aceitou com satisfação se submeter a uma consulta que será realizada na metade de seu mandato e com ...

EFE |

374 votos obtidos.

Se os bolivianos decidirem revogar o mandato do presidente e do vice-presidente, Morales poderá convocar eleições gerais em um prazo de três a seis meses.

Caso sejam os governadores regionais que não sejam confirmados, devem deixar o cargo e o chefe de Estado nomearia um governador interino. Em seguida, teriam que ser realizadas eleições departamentais.

Apesar do referendo revogatório, o Governo mantém a oferta de diálogo com os governadores regionais para buscar soluções à crítica situação política do país.

Morales convocou hoje os governadores regionais, mas os de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, todos da oposição, não participarão da reunião.

Santa Cruz aprovou no dia 4 de maio um estatuto autônomo que o Governo considera ilegal além de separatista, e as outras três províncias devem realizar as mesmas consultas programadas para junho.

O presidente voltou a insistir hoje na necessidade de diálogo para assegurar a união nacional e garantir um processo autônomo baseado na legalidade e que contribua para resolver as diferenças econômicas entre departamentos. EFE sam/bm/db

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