Bolívia: Cristina Kirchner manifesta preocupação com democracia

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, manifestou nesta terça-feira sua preocupação com a situação de instabilidade na Bolívia, e lembrou a cláusula democrática do Mercosul voltada para preservar a institucionalidade nos países do Bloco.

AFP |

"Quero demonstrar, como presidente da República Argentina, e acredito que também falo por muitos presidentes da região, minha preocupação com a situação da irmã República da Bolívia".

Kirchner lembrou que "o Mercosul tem uma cláusula democrática, uma regra introduzida para preservar a institucionalidade dos países membros, devido ao histórico de golpes militares na região".

A chefe de Estado suspendeu na tarde de hoje a viagem que faria à Bolívia ao lado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, após confrontos entre manifestantes e policiais na zona do aeroporto de Tarija, onde desembarcariam para um encontro com o presidente Evo Morales.

O governo de La Paz convocou para domingo um referendo revogatório dos mandatos de Morales, de seu vice-presidente e de oito dos nove governadores do país, em maioria conservadores e liberais opostos ao governo de esquerda.

Mais cedo, nesta terça-feira, violentos confrontos entre mineiros e policiais na localidade andina de Caihuasi, ao sul da capital boliviana, deixaram dois mineiros mortos e 32 feridos.

O conflito começou quando os trabalhadores da mina de estanho de Huanuni, a maior da Bolívia, instalavam barricadas nas estradas perto de Oruro para pedir um aumento de suas aposentadorias.

A Central Operária da Bolívia (COB), que dirige atualmente greves de mineiros e de professores contra o governo de esquerda do presidente Evo Morales, protestou energicamente.

jos/LR/sd

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