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Bolívia nacionaliza luta contra o narcotráfico

LA PAZ (Reuters) - A Bolívia nacionalizará sua guerra contra o narcotráfico a partir de 2009, o que significa que o país assumirá o controle de uma luta que historicamente tem sido patrocinada por outros países, anunciou o governo. A Bolívia é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, depois de Colômbia e Peru, mas segundo os Estados Unidos é o único país onde os cocaleiros ganharam poder político, depois de Evo Morales ter chegado à presidência há dois anos e meio.

Reuters |

O país mais pobre da América do Sul destinará 16 milhões de dólares provenientes de recursos próprios para a luta contra o narcotráfico, mas manterá abertas as portas para a cooperação internacional.

'O apoio internacional é respeitado e valorizado, mas não é uma dádiva, isso deve ficar claro, é parte de uma responsabilidade internacional', declarou o ministro de Governo, Alfredo Rada, na celebração do 21o aniversário da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN).

A nacionalização da luta contra as drogas e a abertura ao apoio internacional significarão uma melhora nos aspectos econômico e logístico do esforço nacional no combate ao narcotráfico, disse ele.

'Vamos continuar pelo caminho já traçado, que significa uma interdição implacável contra os narcotraficantes e também a busca de acordos para evitar a expansão de cultivos de coca', declarou Rada.

Os informes atuais indicam que a área plantada de coca na Bolívia varia de 20 mil a 28 mil hectares.

Neste ano, agentes antidrogas destruíram 2.782 fábricas de cocaína e três laboratórios de refino.

Segundo a imprensa local, 2.140 pessoas foram detidas nessas ações, entre bolivianos e estrangeiros.

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