Bolívia anuncia que UE não enviará observadores a referendo revogatório

La Paz, 7 jul (EFE) - O Governo da Bolívia afirmou hoje que a União Européia (UE) não enviará observadores para o referendo revogatório de 10 de agosto por falta de tempo, enquanto a oposição sustentou que essa decisão obedece a dúvidas sobre a legalidade do processo.

EFE |

Em 10 de agosto, o presidente, vice-presidente e oito governadores regionais, com exceção da recém-eleita de Chuquisaca, Savina Cuéllar, submeterão a continuidade em seus cargos às urnas em uma tentativa de superar a crise política do país.

O ministro de Exteriores boliviano, David Choquehuanca, afirmou hoje que a UE não enviará observadores, porque "não dará tempo para organizar" e "participar" com uma missão, e não por uma suposta "dúvida constitucional", como afirmaram membros da oposição.

Segundo Choquehuanca, a comissária de exteriores da UE, Benita Ferrero, informou que atividades como essa são programadas pelo bloco com até um ano de antecedência.

Ele acrescentou que, por outro lado, são esperados observadores de vários países europeus que enviarão os delegados "de maneira bilateral", como asseguraram algumas nações durante recente viagem à Europa.

No entanto, o senador do Poder Democrático Social (Podemos) Tito Hoz de Vila, que viajou na semana passada a Bruxelas em companhia do presidente do Senado, o também opositor Óscar Ortiz, disse que a UE questiona a legalidade do processo revogatório.

Hoje, o governador regional de Pando, Leopoldo Fernández, se uniu aos outros três colegas opositores e aliados autonomista, de Santa Cruz, Beni e Tarija, para aceitar se submeter à consulta de 10 de agosto.

Só o governador regional de Cochabamba, o também opositor Manfred Reyes Villa, rejeita participar da consulta, alegando que a norma é ilegal, favorece o presidente Morales e prejudica as autoridades regionais. EFE rs/db

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