A Bolívia advertiu neste sábado no Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para o risco de enfrentamentos na região de Santa Cruz, caso seja realizado um referendo de autonomia previsto para 4 de maio, segundo o chanceler David Choquehuanca.

O ministro das Relações Exteriores disse ainda que existe uma "conspiração" contra o governo do presidente Evo Morales.

Choquehuanca pediu que a OEA volte a solicitar que se respeite "a institucionalidade e as leis" na Bolívia.

"Caso aconteça a consulta autonômica em Santa Cruz, em 4 de maio, se corre um verdadeiro risco de enfrentamentos entre bolivianos, entre irmãos", disse.

"O que está acontecendo na Bolívia é uma verdadeira conspiração contra um poder democraticamente e legitimamente estabelecido", denunciou o chanceler boliviano.

Choquehuanca disse que aqueles que pretendem "bloquear a negociação" devem "assumir as conseqüências de um possível cenário de enfrentamentos".

Por sua vez, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, se mostrou descontente com a resposta enviada pelos prefeitos opositores bolivianos sobre o pedido do organismo para se criar uma instância de diálogo com o governo de Evo Morales, para prevenir os distúrbios.

Após ler a resposta ao pedido, enviada pelo prefeito de Santa Cruz, Ruben Armando Costas, o secretário de Assuntos Políticos da OEA, Dante Caputo, Insulza disse que o que esperava era uma proposta concreta e não uma contestação geral.

Insulza indicou que a resposta esperada deveria ter assinalado "a data, a hora e o lugar" para um encontro que busque uma saída da crise gerada pela decisão de região de Santa Cruz de convocar um referendo sobre sua autonomia.

A OEA advertiu na quarta-feira que caso não sejam realizadas negociações entre o governo de Evo Morales e os prefeitos opositores, antes do referendo, poderá haver derramamento de sangue no país andino.

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