Bolívia acusa UE de racismo por medida sobre imigração

La Paz, 10 fev (EFE).- O Governo da Bolívia qualificou hoje de prática xenófoba e racista a decisão da União Europeia (UE) de aprovar, na próxima semana, uma diretiva que punirá os empregadores de imigrantes ilegais.

EFE |

Em comunicado da Chancelaria, o Governo Morales "manifesta sua total rejeição à medida, em consideração ao princípio do irrestrito respeito à universalidade, indivisibilidade e interdependência dos direitos humanos".

Segundo o Governo, o Parlamento Europeu deve aprovar formalmente nos próximos dias 18 e 19 de fevereiro a diretiva que estabelece as sanções aos empresários que deem trabalho a imigrantes que não tenham regularizado sua situação.

O comunicado diz ainda que "existe uma decisão plena do Parlamento Europeu para impor sanções penais a ditos empresários que contratem imigrantes em situação irregular".

"O Governo boliviano lamenta igualmente a reposição de certas práticas xenófobas e racistas que tentaram ser eliminadas pela comunidade internacional desde a Segunda Guerra Mundial", diz o comunicado em alusão à diretiva.

A Bolívia pede aos Estados da UE que revisem e reconsiderem tal medida, "levando em conta os acordos internacionais sobre direitos humanos que foram adotados nos âmbitos e instâncias internacionais".

Segundo números oficiais, cerca de meio milhão de imigrantes bolivianos correm risco de perder seus empregos em diversos países da Europa com a aplicação da nova norma. EFE ja/rr

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