Bolhas do mar podem influenciar o clima, aponta pesquisa

Em tempos de aquecimento global, vale estudar tudo que pode influenciar o clima, até as bolhas do mar. Um estudo publicado pela Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, aponta que as bolhas de ar formadas nos oceanos podem ajudar a entender melhor o clima do planeta. De acordo com a pesquisa, quando as bolhas estouram, elas liberam dióxido de carbono na atmosfera formando nuvens que podem causar alterações no clima.

Carla Sasso Laki, iG São Paulo |

Acredita-se que existam duas relações possíveis para a contribuição das bolhas para o clima: a primeira seria a transferência de gases da atmosfera para o oceano, e vice-versa, a transferência de gases do oceano para atmosfera, o que ajudaria na formação de nuvens. Apesar da complexidade do sistema climático, para Helen Czerski, responsável pela pesquisa, só é possível entender os grandes fatores que controlam o clima aprendendo sobre cada pequeno detalhe que tem contribuições menores.

Eu sou fascinada pela ideia de que muitas das coisas que acontecem ao nosso redor são muito rápidas para que consigamos ver, os detalhes são lindos de se ver, afirma a física em entrevista por email ao iG .

As bolhas são formadas no momento da rebentação das ondas. Os gases ficam presos embaixo da água e a turbulência causada pela onda destrói as bolsas de ar e milhares de bolhas se quebram em partes menores e de diferentes tamanhos.

Entender a física das bolhas é cada vez mais importante para que os modelos climáticos se tornem mais e mais aprimorados. O clima é feito de pequenas coisas, que fazem diferença no todo, explica Helen.


De acordo com a pesquisadora, é importante entender as pequenas coisas
para se ter um modelo de clima mais aprimorado (Imagem/Getty Images)


Como é feita a contagem
Existem diferentes maneiras da medição ser feita, principalmente por fotografia, técnicas ópticas ou som. O detector de bolhas acústico, usado pela pesquisadora, detecta as mudanças das bolhas pelo som da movimentação na água. O aparelho manda um som e o eco é detectado. Bolhas grandes afetam os ecos em baixa frequência e bolhas pequenas em frequências mais altas. É monitorando as frequências dos ecos que nós descobrimos o tamanho das bolhas quando a medição foi feita, complementa

A contagem de bolhas é feita aos 10 metros de profundidade. A maioria não atinge uma metragem maior do que essa. As de tamanhos maiores flutuam de volta para a superfície. Já as menores são espremidas para fora pela pressão da água.

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