Bogotá reitera que participação estrangeira em libertações não é viável

BOGOTÁ - O Governo colombiano reiterou hoje que não é viável a participação de estrangeiros na já anunciada libertação de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"O Governo não vai pôr em risco as relações internacionais. Não é necessária a participação de personalidades ou Governos nessa ação humanitária e nesse processo de libertação de seqüestrados", disse a jornalistas o secretário de Informação e Imprensa da Presidência da República colombiana, César Mauricio Velásquez.

O secretário confirmou, além disso, que "o Governo encarregou do tema político-humanitário o Alto Comissário para a Paz na Colômbia, Luis Carlos Restrepo, enquanto as garantias de entrega dos seqüestrados estão nas mãos do Ministério da Defesa Nacional".

Vozes de personalidades colombianas como o ex-presidente Ernesto Samper e a senadora Piedad Córdoba, designada pelas Farc para receber seis libertados, destacaram a necessidade de participação de delegados de Governos estrangeiros no processo de entrega.

Na semana passada, o presidente Álvaro Uribe advertiu que não permitiria um "espetáculo político" nas libertações, como também que os planos da guerrilha afetassem "as relações internacionais envolvendo personalidades da comunidade internacional".

Velásquez declarou hoje que, assim como indicou Uribe, as garantias para a entrega, as condições, "o Governo foi quem as deu", por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

"Como já disse o presidente da República, estamos facilitando todas as condições por meio da Cruz Vermelha para o breve retorno de todas as pessoas seqüestradas pelas Farc", disse o porta-voz.

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