Bogotá descarta participação de Chávez em missão para libertar Betancourt

O governo colombiano disse nesta quarta-feira que não espera uma participação direta do mandatário venezuelano, Hugo Chávez, na missão humanitária que a França enviará as selvas do sudeste da Colômbia para auxiliar Ingrid Betancourt e ouros reféns,

AFP |

"Não está sendo considerado. Isso foi tratado diretamente entre os presidentes da França e da Colômbia", respondeu o Alto Comissionado governamental para a Paz, Luis Carlos Restrepo, ao ser perguntado sobre uma eventual participação de Chávez nas gestões da missão médica enviada de Paris para atender os reféns.

Em declarações a rádio Caracol, o funcionário assinalou também que já iniciou os contatos com membros do governo francês "para avançar na parte operativa". "Contudo, o compromisso de ambos os governos é não revelar mais informações", disse.

Restrepo afirmou ainda que a missão médica, que começou oficialmente nesta quarta-feira, segundo o governo francês, é formada por "uma equipe de profissionais de alto nível, que trazem consigo equipes de alta capacidade tecnológica".

O comissionado pediu as Farc que permitam a entrada da missão e recordou que o governo de Alvaro Uribe nunca retirou o aval dos delegados europeus, um suíço e um francês, para que façam contato com a guerrilha.

As Farc entregaram esse ano seis reféns de foram incondicional como um gesto a Chávez, cuja mediação para buscar a liberdade dos reféns foi abruptamente terminada por Bogotá em novembro.

A guerrilha mantém Betancourt e três americanos como parte do grupo de 39 reféns que propõe trocar por rebeldes presos.

sab/fb

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