BM e ONGs pedem a Israel que libere material para reconstrução de Gaza

Jerusalém, 1º mar (EFE).- O Banco Mundial (BM) e as ONGs Oxfam e Human Rights Watch pediram hoje a Israel que suspenda as restrições à entrada de materiais básicos em Gaza, para permitir a reconstrução da faixa territorial após a recente ofensiva militar que lançou contra a localidade.

EFE |

As entidades fizeram este apelo separadamente, um dia antes da conferência internacional de doadores para a reconstrução de Gaza, que será realizada no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.

Em nota emitida de Jerusalém, o BM informa que seu diretor-gerente, o salvadorenho Juan José Daboub, percorrerá hoje o território palestino para avaliar os danos sofridos pela estação de tratamento de água que a instituição financia.

Além disso, Daboub vai se reunir com funcionários, membros de ONGs e empresários para analisar a reconstrução de Gaza.

Segundo o comunicado do BM, a "implementação" dos projetos de reconstrução na faixa territorial "só será possível se forem erguidas as restrições à entrada de materiais básicos, incluindo cimento, aço, vidro, equipamentos e peças de reposição, e ao fluxo estável de dinheiro no sistema bancário do território".

Por sua vez, a ONG Oxfam ressaltou, também em nota emitida de Jerusalém, que "não haverá reconstrução" de Gaza se Israel não liberar a entrada de "bens fundamentais" necessários à recuperação das infraestruturas postas abaixo durante a ofensiva militar que matou cerca de 1,4 mil palestinos e feriu aproximadamente 5,5 mil.

A conferência de Sharm el-Sheikh "não cumprirá seus objetivos se for mantido o bloqueio à entrada de bens essenciais", pois "os habitantes de Gaza precisam mais do que só provisões básicas humanitárias", disse o diretor-executivo da Oxfam Internacional, Jeremy Hobbs.

Já o diretor-executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, advertiu que "todos" os compromissos de ajuda que forem firmados em Sharm el-Sheikh "praticamente não adiantarão de nada se os doadores não pedirem a Israel que abra as fronteiras aos bens comerciais e humanitários essenciais".

"Se os empresários de Gaza podem enviar um caminhão com flores por ocasião do Dia dos Namorados, por que não podem exportar flores, morangos ou laranjas todos os dias? A política israelense de bloqueio pode ser resumida numa só palavra: é castigo, não segurança". EFE ap/sc

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