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BM diz que liberdade de imprensa no Paquistão é essencial para governar

Islamabad, 19 jun (EFE) - O Banco Mundial (BM), que organizou um fórum em Islamabad sobre a liberdade de imprensa no Paquistão, disse hoje que este princípio é essencial para governar um país e encorajou o Governo paquistanês a aprender com a experiência internacional.

EFE |

Em comunicado, a diretora do BM no Paquistão, Yusupha Crookes, expressou seu desejo de que a troca de idéias neste fórum tenha servido para contribuir para que a liberdade de imprensa se transforme em "uma realidade" no Paquistão.

A sede do Banco Mundial na capital paquistanesa, Islamabad, foi palco hoje de um fórum que contou com a presença de personalidades políticas, diretores de veículos de comunicação e membros de organizações como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Banco Asiático de Desenvolvimento.

O encontro, que ocorreu a portas fechadas, tem o objetivo de fornecer ferramentas ao Executivo para criar uma nova lei de imprensa.

"A idéia é que os especialistas forneçam uma plataforma de apoio", explicou à Agência Efe o responsável de imprensa do BM, Shahzad Sharjeel, que acrescentou que as "conclusões do fórum constarão em um relatório que será enviado ao Governo do Paquistão em breve".

"Confiamos em que as recomendações sejam levadas a sério", ressaltou Sharjeel.

Um dos presentes, o diretor da Unesco no país, Jorge Sequeira, disse à Efe que o Paquistão quer organizar mais encontros deste tipo nos próximos meses.

"O Governo pediu ajuda a nós e ao BM para perfilar a nova legislação em matéria de imprensa de comunicação", disse Sequeira, que acrescentou que "possivelmente em setembro deve haver uma grande reunião com jornalistas internacionais".

O diretor da Unesco assegurou ainda que a intenção do Executivo é ter uma missão que não esteja "muito americanizada" e que contenha pontos de vista de países ocidentais, mas também de nações como China ou Tailândia.

"Este é um novo Governo e é preciso dar-lhes a oportunidade de melhorar", ressaltou Sequeira.

Na semana passada, a cadeia privada "Geo TV" disse ter recebido pressões para deixar de exibir dois programas críticos que fazem uma grande cobertura à crise judicial que existe no país.

O mesmo canal foi fechado por ordem do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, durante vários meses após a declaração do estado de exceção em novembro de 2007. EFE igb/db

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