Bloqueio israelense deixa Faixa de Gaza às escuras

Gaza, 12 nov (EFE) - Amplas áreas da Faixa de Gaza ficaram esta tarde totalmente às escuras depois que a única usina de fornecimento elétrico deixou de funcionar por falta de combustível.

EFE |

Grande parte da Cidade de Gaza sofre um blecaute desde as 18h (13h de Brasília), assim como boa parte do centro da faixa, enquanto o sul e o norte mantêm o fornecimento graças à eletricidade recebida diretamente do Egito e Israel, respectivamente.

As autoridades israelenses decidiram hoje, no último momento, manter fechado o posto fronteiriço de Nahal Oz e não permitir a passagem do combustível necessário para o funcionamento da usina elétrica.

A decisão foi tomada depois que milícias palestinas lançaram, desde quarta-feira à noite e contra território de Israel, cinco bombas e dois foguetes Qassam que não causaram vítimas, informou à Agência Efe um porta-voz militar israelense.

Ao fim da tarde, os habitantes da Cidade de Gaza saíram às ruas para comprar velas e as sirenes soaram em protesto contra o bloqueio, segundo indica a imprensa local.

Este é o oitavo dia consecutivo em que os postos fronteiriços permanecem fechados, após a retomada das hostilidades entre Israel e as milícias de Gaza, no último dia 4.

Os caminhões com ajuda humanitária, incluindo os de agências das Nações Unidas, também não conseguiram hoje penetrar na faixa.

O diretor de operações da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) em Gaza, John Ging, advertiu de que poderia chegar a ser um "desastre humanitário" se Israel continuar impedindo a entrada de provisões a esse território.

A ONU anunciou que se não chegarem produtos antes do próximo sábado, terá que suspender a entrega de alimentos e bens de primeira necessidade a Gaza.

O reatamento das hostilidades por ambas as partes e o fechamento fronteiriço faz temer a manutenção da trégua, em vigor desde 19 de junho e estipulada para um período de seis meses.

No entanto, por enquanto, tanto as autoridades israelenses como o movimento islamita Hamas, que desde junho de 2007 governa de fato em Gaza, se mostraram a favor de manter o acordo de cessar-fogo. EFE ga/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG